Música como alternativa às sirenes promove inclusão nas escolas estaduais da Bahia

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A música substituindo as sirenes nas escolas estaduais da Bahia é mais que um simples ajuste sonoro; é uma revolução educacional. Com a sanção da Lei nº 15.110, a iniciativa visa criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo, priorizando o bem-estar dos alunos, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Alexandre Fontoura, coordenador da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva da Secretaria da Educação do Estado (SEC), destaca: “A legislação garante que os sinais sonoros não prejudiquem nenhum estudante.”

Uma Nova Cultura Escolar

Com essa iniciativa, a Bahia se destaca nacionalmente em práticas educacionais inclusivas, promovendo conforto auditivo e práticas pedagógicas inovadoras. “Evitar sons agressivos cria um espaço de convivência mais tranquilo”, afirma Fontoura. A SEC já começou a distribuir uma cartilha pedagógica que orienta a implementação dessas mudanças, refletindo a necessidade urgente de adaptar o ambiente escolar à diversidade.

Um exemplo prático dessa transformação é o Colégio Estadual Góes Calmon, que aboliu as sirenes em favor de músicas suaves há cinco anos. Localizada em Salvador, essa escola transformou a transição entre as aulas em um evento cultural, promovendo um ambiente mais leve e educativo.

Impacto na Comunidade Escolar

Lúcia Fraga de Brito, diretora da instituição, conta que a mudança surgiu após escutar a comunidade escolar no pós-pandemia. A seleção do repertório musical envolve alunos e educadores, adaptando-se a datas comemorativas. “A música acolhe, aproxima e torna o ambiente mais humano”, comenta. A transformação trouxe não apenas um clima escolar mais saudável, mas melhorou as interações entre alunos.

Os estudantes também sentem o impacto positivo. Maria Fernanda Souza, da 3ª série do Ensino Médio, destaca que “as músicas tornam a rotina mais leve”, enquanto Vitória Maria Monteiro reforça: “As melodias ajudam na concentração e evitam sustos, essencial para alunos com deficiência.”

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Essa mudança, portanto, não é apenas sobre o que se ouve, mas sobre como se ensina e vivencia a educação. O convite é para que todos reflitam sobre a importância de ambientes escolares mais humanizados e inclusivos. Você também acredita que pequenas mudanças podem fazer grandes diferenças na educação? Deixe sua opinião nos comentários!

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