Histórias inspiradoras de baianos que receberam uma nova chance através de transplantes

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BAHIA

Estado registra 1.384 procedimentos em 2025; alta de 31%, e 11º ano seguido de crescimento

Cristiane Santos Almeida, 47 anos, antes e depois dos transplantes

Cristiane Santos Almeida, 47 anos, antes e depois dos transplantes –

“Eu tinha uma doença autoimune e o transplante me deu uma nova chance de vida”, afirmou Rosângela Souza Guedes Almeida, que recebeu um novo fígado em janeiro de 2011. Após o procedimento, ela teve uma gravidez gemelar e realizou o sonho da maternidade. Hoje, é mãe das adolescentes Ana Layla e Ana Lara, de 12 anos.

Para a revendedora autônoma, é fundamental que todos converse sobre a disposição de ser um doador. “Dê uma oportunidade de vida para outras pessoas”, pontuou, celebrando 15 anos do transplante.

“Foi uma experiência maravilhosa”, ressaltou. Ela repete sempre que todos sejam doadores, ajudando a salvar vidas.

Alta histórica de transplantes na Bahia

A Bahia alcançou 1.384 transplantes de órgãos em 2025, representando um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), confirmam que pelo 11º ano consecutivo o estado obteve crescimento nos procedimentos.

De 573 transplantes realizados em 2015, a Bahia evoluiu para 1.040 em 2024. Esse aumento expressivo é uma vitória significativa para a saúde pública, mas ainda há desafios a serem enfrentados.

“Eu tinha uma doença autoimune e o transplante me deu uma nova chance de vida”.

Histórias de vida transformadas por transplantes

Os transplantes não apenas melhoram a qualidade de vida dos pacientes, mas trazem esperança. O bancário aposentado Paulo Jorge Bittencourt de Jesus, de 75 anos, recebeu um novo fígado em junho de 2023. “Se não tivesse passado por este procedimento, eu já teria morrido”, emocionou-se ao agradecer a equipe médica.

Cristiane Santos Almeida também é um exemplo de renovação. Após sofrer rejeição do fígado transplantado em outubro de 2023, ela passou por um novo procedimento. Sua filha, Crislane, enfatizou a importância da doação. “Sem a doação, não haveria sobrevida”, afirmou.

Cristiane Santos Almeida, 47 anos, antes e depois dos transplantes

Cristiane Santos Almeida, 47 anos, antes e depois dos transplantes | Foto: Acervo Pessoal

O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, Eraldo Moura, destaca que, apesar do aumento, cerca de 20% das famílias hesitam em doar por não conhecerem o desejo do falecido. “A conscientização é a chave para mudar essa realidade”, defendeu.

Os dados do Sistema Estadual revelam que 3.809 pessoas aguardavam por transplante em dezembro passado, com a maioria precisando de rins. Sinaliza-se, assim, a urgência de um maior empenho na sensibilização da doação.

Descentralização e conscientização são essenciais

A inclusão de regiões interiores no processo de transplantes é vital. Moura menciona que o Hospital do Oeste pretende iniciar transplantes de córneas. Amanda Santana Santos, enfermeira da Edott, reconhece que “quanto mais informa-se a população sobre doação, maior a chance de salvar vidas”.

Contudo, a difícil compreensão do processo de morte encefálica e a falta de registro do desejo de doação por parte dos pacientes ainda constituem barreiras. É fundamental eliminar esses entraves, promovendo debates e campanhas educativas.

“A mudança está acontecendo, mas exige mais conscientização e divulgação”, finalizou Amanda.

Os transplantes não são meramente procedimentos médicos, representam esperanças renovadas para aqueles que precisam. Histórias como a de Rosângela e Paulo mostram o impacto positivo que a doação pode ter na vida de muitos. Você também pode contribuir para transformar vidas. A sua opinião importa; compartilhe suas ideias nos comentários!

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