O câncer de bexiga apresenta-se como um dos grandes desafios na área da oncologia. Com mais de 614 mil novos diagnósticos por ano, essa doença ocupa o nono lugar entre os tipos de câncer mais comuns no mundo. Aproximadamente 30% dos pacientes enfrentam formas mais agressivas, que requerem intervenções cirúrgicas para a retirada do órgão.
Após a cirurgia, a reincidência do câncer é uma preocupação, afetando cerca de 50% dos casos. Isso impulsiona a busca por novas terapias, especialmente as que têm mostrado resultados promissores. Durante a ASCO 2026, um dos mais importantes encontros mundiais da oncologia, a Pfizer Brasil apresentou dados de dois estudos de fase 3, abordando combinações inovadoras no tratamento da doença.
Destaques dos Estudos na ASCO 2026
Os estudos se concentraram em:
- KEYNOTE-905/EV-303 – para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo;
- EV-302/KEYNOTE-A39 – para aqueles com câncer urotelial avançado ou metastático.
Ambos os estudos avaliaram a combinação de PADCEV e pembrolizumabe, mostrando resultados notáveis na redução do risco de recidiva.
Impacto da Combinação de Tratamentos
No estudo KEYNOTE-905/EV-303, pacientes que não puderam utilizar quimioterapia com cisplatina foram tratados com enfortumabe vedotina e pembrolizumabe antes e depois da cirurgia. Os resultados mostraram uma redução de cerca de 60% no risco de recorrência, além de uma taxa de resposta patológica completa de 57%.
Após dois anos, 74,7% dos pacientes em tratamento combinado estavam livres de eventos relacionados à doença, comparado a 39,4% no grupo submetido apenas à cirurgia.
Sobrevivência no Câncer Avançado
O estudo EV-302/KEYNOTE-A39 focou em 886 pacientes com câncer urotelial avançado. Os resultados, com um acompanhamento médio de 42,8 meses, indicaram uma sobrevida global mediana de 33,6 meses para aqueles tratados com a combinação, em contraste com 15,9 meses nos que receberam quimioterapia tradicional.
As taxas de sobrevida em 42 meses foram de 44% entre os tratados com a nova combinação, superando 24,6% entre os que passaram pela quimioterapia padrão.
Expertos Reforçam a Importância dos Resultados
Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, destacou como esses dados abrem novas possibilidades de tratamento para o câncer de bexiga, enfatizando seu potencial impacto positivo nos resultados clínicos.
O que é o Câncer Urotelial?
Esse câncer é comumente causado por fatores como tabagismo e exposição a substâncias químicas. Sintomas frequentes incluem sangue na urina, dor e aumento da frequência urinária.
Aprovação no Brasil
No Brasil, a combinação de PADCEV e pembrolizumabe já foi aprovada pela Anvisa para uso em pacientes adultos com câncer urotelial localmente avançado. Recentemente, a utilização perioperatória da combinação também recebeu aprovação para tratar o câncer músculo-invasivo.
E você, o que pensa sobre essas novas opções de tratamento? Seus comentários são bem-vindos!