30 agosto, 2025
sábado, 30 agosto, 2025

O erro que todo mundo comete ao comprar roupas na Shein

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Conexão com as histórias, culturas e relações humanas é fundamental na hora da compra de alguma roupa

O ato de comprar roupas vai muito além de um simples clique em nosso celular. Para a renomada estilista Márcia Ganem, a verdadeira moda deve estar em profunda conexão com histórias, culturas e relacionamentos humanos. Para ela, “precisamos de algo que venha de alguém”, estabelecendo um vínculo emocional que aumenta o valor do que vestimos.

Márcia tem se destacado internacionalmente ao buscar a união entre ancestralidade e sustentabilidade. Seu novo projeto, o Movimento Irun, foi lançado recentemente na emblemática Casa de Castro Alves, em Salvador, e representa uma iniciativa para valorizar redes de troca entre comunidades tradicionais. Inspirado na palavra tupinambá, que significa “irmão”, o movimento valoriza a cultura afrodescendente e indígena através de cursos, exposições e rodas de conversa.

Compreender e respeitar as culturas tradicionais é o coração do Irun. Márcia enfatiza a importância de abandonar o egocentrismo e olhar para essas culturas que tanto têm a ensinar sobre equilíbrio e a relação com o meio ambiente. “Estamos todos conectados, e essa conexão deve ser honrada”, diz ela, destacando a importância de ouvir as histórias de quem vive em comunidades marginalizadas.

Em um momento de reflexão cultural, o Irun busca transformar não apenas a maneira como vemos a moda, mas também como valorizamos a dignidade humana. Conversas sobre as lutas e forças das comunidades excluídas moldam o futuro. “O que começou com as rendeiras de Saubara me ensinou a respeitar o tempo e os saberes tradicionais”, relembra Márcia sobre sua trajetória.

A moda aprende com as comunidades tradicionais e se humaniza, aproximando-se de valores essenciais para a vida na Terra. Somos seres relacionais; precisamos uns dos outros para superar o turbilhão dos tempos atuais.

O desafio de articular sustentabilidade como um compromisso real é imenso, especialmente quando consideramos a competição com grandes varejistas como a Shein. No entanto, Márcia aponta que o que está em jogo não é apenas um produto, mas uma história. “Precisamos de algo que nos conecte, que represente uma cultura”, afirma, enfatizando a importância de um consumo consciente.

Explorar a essência do que vestimos — as histórias por trás dos tecidos e a cultura que representam — é fundamental. “Dialogar com a comunidade, Conhecer a comida local e experimentar a cultura é uma forma de nutrir essa conexão vital”, reforça Márcia.

O futuro do Movimento Irun é promissor. Está traçado um caminho que se estende por diversas comunidades, promovendo diálogos e experiências ricas. Os próximos meses incluirão ações que vão desde o cuidado com a terra até a expressão artística, sempre valorizando a ancestralidade e o saber local.

E você? Está pronto para repensar suas escolhas de moda e se conectar de maneira mais significativa com o que veste? Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários! Vamos juntos nessa jornada de valorização cultural e sustentabilidade!

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