VERÃO
Evento abre o verão da OSBA na Concha


OSBREGA prova que o amor também é sinfônico –
Fechar
A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) inicia o seu verão com a terceira edição do OSBREGA – Concerto do Amor, no dia 9 de janeiro, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Este concerto promete emocionantes releituras sinfônicas de clássicos da música romântica popular brasileira, com destaque para as cantoras Juliana Linhares, Raquel Paulin (soprano) e o cantor Guigga.
Sob a regência do maestro Carlos Prazeres, o projeto se destaca como um importante espaço de debate sobre gosto, classe social e pertencimento. Através do OSBREGA, questões que costumam ser cercadas de preconceito, especialmente em relação ao termo “brega”, são discutidas e celebradas. Prazeres revela que esta edição reafirma o concerto como um tradicional espetáculo de abertura do verão da orquestra, conquistando o público baiano.
Um Concerto Que Marca História
De acordo com Prazeres, o concerto é mais que uma apresentação; é um marco. “Começamos a tradição de abrir janeiro com o OSBREGA. É um evento querido pelo público e que se firmou no repertório da OSBA”, destaca. Essa edição é um convite para repensar a visão limitada que se tem sobre o que é considerado ‘brega’, um rótulo que, muitas vezes, carrega preconceitos sociais. O maestro menciona o documentário Vou Rifar Meu Coração, que o fez refletir sobre como a percepção musical varia conforme a classe social de seus intérpretes.
O cantor Guigga traz para o palco uma carga emocional única, relembrando suas raízes e sua trajetória. “Cantar na Concha com a OSBA é um sonho realizado e uma forma de ocupar um espaço que nos foi negado”, admite, relembrando suas primeiras apresentações em festas no interior da Bahia.
Um Público Cada Vez Mais Diversificado
Para Prazeres, o OSBREGA representa uma conquista importante na democratização da música erudita. “Agora, recebemos um público mais diverso, refletindo a verdadeira Bahia”, ressalta. O maestro acredita que o concerto cria uma ponte entre diferentes classes sociais, promovendo uma celebração conjunta da cultura e das memórias afetivas que permeiam a música popular.
O OSBREGA é um convite não só à apreciação musical, mas também à reflexão sobre identidade e pertencimento. O maestro espera que essa edição mude realmente a forma de como as pessoas percebem a orquestra, tornando-a um espaço inclusivo para todos. “A música é uma linguagem universal, e o concerto é uma celebração de tudo que somos”, conclui.
A apresentação ocorrerá no dia 9 de janeiro, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Os ingressos estão à venda a R$ 80 e R$ 40. Venha viver essa experiência que promete tocar o coração de todos!