
A saúde mental e a saúde da mulher são interligadas de maneira indissociável, especialmente em um contexto onde o cuidado da paciente deve ser completo e humanizado. O Hospital Juliano Moreira (HJM) reconhece essa conexão e, ao longo do mês de outubro, promoveu diversas ações voltadas à saúde da mulher, como parte da campanha ‘Outubro Rosa’, que começou no dia 1º e se estendeu até 21 de outubro de 2025.
Durante as atividades no ambulatório, tanto pacientes quanto acompanhantes puderam participar ativamente, colaborando em reflexões sobre temas de saúde e prevenção ao câncer de mama. Os homens que acompanhavam as mulheres também se envolveram, realizando exercícios de autoexame, mostrando que o cuidado deve ser uma responsabilidade compartilhada. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) foram oferecidas às trabalhadoras do HJM, promovendo autopercepção e autocuidado por meio de colagens, expressões artísticas e rodas de conversa.
O serviço de nutrição do HJM abordou a crucial relação entre alimentação e a prevenção do câncer. Os encontros entre mulheres geraram um espaço acolhedor para trocas de experiências que estimularam debates informativos e construtivos. A intenção vai além de ações pontuais; é um lembrete contínuo sobre a importância de cuidar da saúde de forma integral.
A diretora clínica do HJM, a médica psiquiatra Maíra Moromizato, enfatiza: “Em um hospital especializado como o nosso, o foco está no cuidado do paciente. Identificamos as particularidades que dizem respeito à saúde das mulheres e reforçamos o autocuidado, essencial tanto para a saúde física quanto mental.”
Jacira Miranda, coordenadora do ambulatório e do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME), destaca a importância de desmistificar estereótipos. “Muitas vezes, as mulheres são vistas apenas como ‘pacientes de saúde mental’, desconsiderando as complexidades que envolvem ser mulher na sociedade contemporânea. Nosso propósito é visibilizar essas questões para oferecer uma assistência mais adequada.”
A pesquisa e análise de dados do HJM revelam que a maioria das atendimentos são realizados por mulheres. Isso permitiu traçar perfis sociais e identificar demandas específicas de saúde. A coordenadora ressalta: “Estamos disponíveis para colaborar com instituições e movimentos sociais, com o intuito de potencializar ações em favor da saúde integral da mulher.”
Essa jornada de cuidado e acolhimento é um convite para que todos se envolvam ativamente na saúde mental e física das mulheres. Que tal compartilhar suas experiências ou reflexões sobre esse tema nos comentários? Juntos, podemos construir um ambiente de apoio e conscientização.