ENTREVISTAS
Presidente do TCE-BA destaca transformação na gestão pública

22/12/2025 – 5:04 h

Marcus Presídio, presidente do TCE-BA –
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Em quatro anos à frente do Tribunal de Contas da Bahia, Marcus Presídio promoveu uma revolução no modo de fiscalização de gastos públicos. Conceitos como orientação e prevenção ganharam destaque, substituindo a abordagem punitiva predominante. “Muitas falhas eram resultado de falta de conhecimento”, ressalta. Casos emblemáticos, como a mediação na construção da ponte Salvador-Itaparica, evidenciam essa nova cultura de diálogo entre o órgão e os gestores.
O Legado da Mudança
Presídio destaca que seu legado funda-se na comunicação e na abertura das portas do TCE-BA à sociedade. “O objetivo foi preservar o interesse público”, afirma. Esta mudança de mentalidade resultou em ações preventivas e maior adesão dos gestores às práticas recomendadas, transformando a relação entre a instituição e os governantes. Assim, a busca pelo consenso tornou-se prioridade, evidenciada em projetos como o VLT e o icônico case da ponte.
Inovação e Tecnologia em Fiscalização
A introdução de tecnologias, como ferramentas preditivas de inteligência artificial, ajudou a acelerar processos. Essas ferramentas identificam possíveis problemas em convênios, tornando o TCE-BA mais eficiente. Presídio enfatiza, no entanto, que a auditoria in loco continua sendo essencial. “É preciso equilibrar inovação com presença física”, defende. O uso de drones e a capacitação da equipe reforçam que a fiscalização permanece uma prioridade.
O modelo de transparência, exemplar com o Painel dos Festejos Juninos, está sendo expandido para outras áreas, como saúde e educação. Com isso, busca-se ainda mais clareza nos gastos públicos e consciência da população. “O painel trouxe um controle social efetivo”, conclui.
As expectativas para a nova gestão do conselheiro Gildásio Penedo são promissoras, segundo Presídio, que acredita que a continuidade do trabalho e a capacidade de adaptação às novas demandas são cruciais. “A próxima gestão deve enxergar a realidade e as necessidades de cada município”, finaliza, reafirmando seu compromisso com a ética e a transparência.
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