
As sombra da fraude na indústria de combustíveis ainda assola a Bahia. Postos ligadas ao empresário Jailson Ribeiro, conhecido como Jau e preso na Operação Primus, seguem operando sob a gestão da Powergest, empresa dirigida por Maria Ravena Leite Carvalho, que possui um histórico intrigante. Com apenas 39 anos, ela não é proprietária de nenhum veículo e vive com um salário mínimo recebido do INSS.
Gestão duvidosa
O fato de Maria Ravena gerenciar 15 postos de combustíveis, todos sob a bandeira Powerline, levanta muitas questões. Embora as empresas tenham um capital social considerável, a vida modesta da gestora contrasta drasticamente com o que se esperaria de quem administra um negócio na indústria de combustíveis. As operações da Powergest foram transferidas de março a outubro do ano passado, mas sem registros de venda que comprovem a legalidade dessa transição.
Informações relevantes indicam que os postos antes pertencentes a Jailson estão agora sob controle de uma entidade que parece ser uma verdadeira empresa fantasma, operando com a figura de uma ‘administradora laranja’. Para agravar a situação, as investigações revelam um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, sugerindo que a Powergest e seus postos são parte de um plano muito maior e mais sinistro.
Investigações em andamento
A Operação Acesso Remoto foi deflagrada em resposta a essa rede criminosa, que operava na adulteração de combustíveis através de mecanismos eletrônicos clandestinos. Esta operação é um desdobramento das investigações sobre Jailson Ribeiro, que indicam que ao menos 200 postos estavam envolvidos em atividades ilícitas sob a fachada da Shell.
Além disso, ações recentes de fiscalização resultaram em interdições e autuações de diversos postos na Bahia, evidenciando um cenário alarmante no abastecimento de combustíveis. A Operação Tô de Olho, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento, testou centenas de bicos de abastecimento e encontrou falhas impressionantes.
A população merece respostas e o fim das fraudes no abastecimento. A batalha contra essas práticas ilegais e a proteção do consumidor devem ser prioridades imediatas. O que você pensa sobre esse escândalo? Compartilhe suas opiniões nos comentários!
