Remição por leitura: como Bolsonaro pode reduzir a pena de detentos através da literatura

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POLÍTICA

Ex-presidente aguarda decisão de Moraes para reduzir pena através de leitura

Ane Catarine

Imagem ilustrativa da imagem Remição por leitura: entenda como Bolsonaro pode cortar dias da pena

A recente solicitação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser incluído em um programa de leitura ganhou destaque no cenário político. A medida visa a redução de sua pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O pedido está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

A remição de pena: um debate em alta

A remição de pena, uma prática que permite a redução do tempo de prisão por meio de trabalho ou estudo, voltou ao centro das discussões. Prevista na Lei de Execução Penal desde 1984, sua aplicação foi ampliada em 2011 para incluir atividades educacionais. Em 2021, o CNJ formalizou a leitura como uma forma válida para essa remição, abrindo um leque de opções que inclui ensino formal, oficinas e, agora, a leitura de livros.

Como funcionará a remição por leitura?

Se autorizado, Bolsonaro deverá ler obras pré-aprovadas e apresentar relatórios sobre cada título. A Vara de Execuções Penais ou uma comissão avaliará essas leituras. Cada livro lido poderá resultar na redução de quatro dias de pena, com um máximo de 12 livros por ano, permitindo uma diminuição de até 48 dias. Entre os títulos disponíveis estão obras como Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, e Crime e Castigo, de Dostoiévski.

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A questão levanta debates sobre justiça e privilégios, evidenciando a disparidade no acesso a alternativas que podem amenizar penas. Com a decisão de Moraes ainda pendente, o futuro de Bolsonaro em relação a esse programa de remição continua incerto. O que você pensa sobre essa possibilidade? Participe da discussão nos comentários!

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