O Republicanos, partido vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), negou, neste domingo, 12, as alegações de um acordo para apoiar Flávio Bolsonaro em sua pré-candidatura à presidência. O partido esclareceu que não houve a troca de apoio por uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Recentemente, foi veiculado que tal apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria como fundo a possível indicação de Marcos Pereira, atual presidente do Republicanos, para uma vaga no STF, caso Flávio se tornasse presidente em 2027. Contudo, a direção nacional do partido desconsiderou essas informações, reforçando que o foco seria uma postura neutra nas próximas eleições.
Republicanos adotará a neutralidade
A nota do partido deixou claro que não há interesse em assumir posições que possam incluir indicação para o STF. O Republicanos prevê manter sua neutralidade, ao contrário de 2022, quando se uniu à coligação liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro e pelo PP.
Além disso, a sigla também descartou o apoio ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nota detalhou que a última conversa entre Marcos Pereira e Flávio Bolsonaro ocorreu há mais de um mês e que as discussões não resultaram em um acordo.
“As primeiras sondagens revelaram um sentimento de frustração em relação à candidatura de Flávio, indicando uma preferência pela neutralidade neste pleito”, afirmou o partido.