São João em Salvador ou Recife? Geraldo Azevedo responde qual é o melhor

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Aos 81 anos de idade, Geraldo Azevedo mostrou que ainda tem molejo na cintura e muita disposição para aguentar mais de 1h20 de show em cima do palco.

Uma das atrações principais do São João da Bahia, no Pelourinho, o cantor e compositor pernambucano decidiu colocar as cartas na mesa ao responder qual a capital que leva o título de melhor São João do Brasil.

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“Não posso negar que trabalho mais na Bahia em festas juninas do que em Pernambuco, mas mesmo assim Pernambucano tem uma tradição teal, afinal, nosso príncipe Dominguinhos, o nosso rei Luiz Gonzaga são de lá. Lá, o forró é bem homenageado pela sua riqueza. No Pernambucano tem xote, xaxado, Baião, ciranda, maracatú”, revelou o cantor.

Amor pela Bahia

Apesar do seu voto, ele não conteve tecer elogios à Bahia a quem ele se refere como a sua segunda casa.

“A Bahia também é um país por causa da sua riqueza muito grande musical. Uma vez, Dominguinhos falou que eu escapei de nascer na Bahia. Bom, eu não consegui escapar totalmente porque a cultura baiana entrou em mim por causa da vizinhança entre Petrolina e pela influência de João Gilberto. Eu tenho uma baianidade muito presente em meu trabalho. Não posso negar que eu amo a Bahia e amo o amor que os baianos têm por mim”, continuou ele.

Tempo difícil para a música

Quando perguntado o que ele tem achado sobre as músicas de forró da atualidade, ele respondeu que observa uma certa desvirtualização às raízes.

“Lamentável observar isso. Contudo, acredito que o Brasil atravessa um momento de transformação constante e precisamos compreender essas mudanças, considerando a imensa diversidade e a riqueza musical que possuímos. Espero que essa evolução ocorra para melhor”, continuou ele.

“Alguns elementos têm se perdido, e o meu desejo é que eles retornem. Artistas como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dorival Caymmi criaram obras sublimes, que nos permitem celebrar com profundidade cultural e emocional”, finalizou Azevedo

Geraldo relembrou os grandes clássicos de sua carreira como “Dona da Minha Cabeça”, “Dia Branco”, “Moça Bonita” e Bicho de Sete Cabeças”. Além disso, o cantor tocou clássicos de cantores como Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, e Fagner.

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