Satélites revelam grandes emissões de metano no Brasil

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Dados recentes mostram que o Brasil, anfitrião da COP30, se envolve em um contraditório debate sobre sua atuação ambiental. O país está entre os principais responsáveis por vazamentos de metano na indústria de petróleo e gás, desafiando os compromissos globais para reduzir este gás extremamente poluente.

Superemissores em Santos

Em abril, plataformas de monitoramento revelaram três eventos alarmantes, conhecidos como “superemissores”, na bacia de Santos. Esses incidentes, associados ao campo de Tupi no pré-sal, emitiram até 700 quilos de metano por hora — muito além do limite de 100 quilos que caracteriza superemissões. Especialistas alertam que a simultaneidade desses vazamentos indica uma falha estrutural na operação, e não meros acidentes isolados.

A Petrobras, em resposta, defende que um único registro por satélite não é suficiente para uma avaliação definitiva e afirma manter programas de monitoramento ativo. Apesar da queda nas emissões entre 2015 e 2022, dados apontam uma estabilização em torno de 1 milhão de toneladas de CO₂ equivalente por ano, deflagrando questionamentos sobre a verdadeira eficácia das ações.

O Despertar da Crise Climática

Organizações ambientais apresentam um quadro alarmante, contrastando as promessas de liderança climática do Brasil — signatário do Compromisso Global do Metano, que estipula uma redução de 30% até 2030 — com a realidade persistente de vazamentos. Essa disparidade foi corroborada por casos semelhantes no Azerbaijão, anfitrião da COP29, onde vazamentos persistentes também foram identificados por satélites. Relatórios da ONU indicam que muitos alertas sobre grandes emissões são ignorados, revelando uma lacuna entre as promessas e as ações no setor fóssil.

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Diante de um cenário tão preocupante, é fundamental que tanto o governo quanto as empresas respondam de maneira proativa às questões climáticas. O que você acha das ações do Brasil em relação ao metano? Compartilhe suas opiniões e vamos discutir!

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