A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participou de um evento significativo: o lançamento do pré-teste do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Esta pesquisa, promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é fundamental para traçar um panorama da produção agropecuária e extrativista no Brasil. O evento ocorreu simultaneamente em Salvador (BA) e na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém (PA).
Na capital baiana, especialistas apresentaram o projeto do Censo e os aspectos operacionais da prova piloto. Este pré-teste é essencial para validar questionários, especialmente para os 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais, que serão incluídos pela primeira vez na pesquisa. Essa inclusão promete enriquecer a compreensão sobre os diversos modos de produção rural no Brasil.
Durante a cerimônia em Belém, o IBGE também anunciou um teste preparatório que será realizado em novembro, envolvendo seis municípios de diferentes regiões. Para Osni Cardoso, secretário de Desenvolvimento Rural, essa fase é crucial para moldar futuras políticas públicas. “Esse mapeamento nos permite entender a verdadeira diversidade da agricultura familiar. Este é um marco histórico que dará visibilidade estatística aos povos tradicionais”, ressaltou.
Pablo Barrozo, secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, também destacou a importância do censo. “Conhecer a realidade do trabalho agrícola é vital, pois esta atividade gera renda e emprego, especialmente entre a população baiana. Agradeço ao IBGE e ao Governo da Bahia por essa parceria, que trará à luz a realidade do nosso povo e contribuirá para o crescimento conjunto.”
Bahia no Censo Demográfico 2022
No Censo Demográfico de 2022, a Bahia se destacou como o estado com a maior população de quilombolas, totalizando 397.059 pessoas, representando cerca de 30% do total no Brasil. O estado também lidera em termos de comunidades quilombolas, com 1.814 localidades, abrigando cinco dos dez municípios com a maior população quilombola, incluindo Salvador e Feira de Santana.
Além disso, a Bahia abriga 245 comunidades de 31 povos originários, totalizando 229.443 indígenas, a segunda maior população do Brasil, atrás apenas do Amazonas.
Esse censo é mais do que uma simples pesquisa; é um passo em direção à justiça social e à valorização das nossas comunidades. A sua participação e opinião são fundamentais para moldar o futuro. O que você acha dos impactos desse censo? Compartilhe seus pensamentos nos comentários!