Circuito itinerante da Seagri impulsiona a produção de mirtilo na Chapada Diamantina

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Cultura do Mirtilo na Chapada Diamantina

O 1º Circuito sobre a Cultura do Mirtilo e Frutas Vermelhas da Chapada Diamantina fez sua parada em Mucugê nesta terça-feira (17), trazendo à tona o potencial econômico dessa cultura na região. Esta iniciativa, promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), reúne produtores para discutir técnicas de cultivo e oportunidades de mercado.

O circuito seguirá para Palmeira nesta quarta-feira (18) e encerrará em Boninal na quinta-feira (19), ampliando a disponibilização de orientações para agricultores familiares da região. As expectativas são altas, com muitos vendo no mirtilo uma alternativa lucrativa para o pequeno produtor.

Potencial da Cultura

De acordo com Paulo Baqueiro, assessor da Seagri, o mirtilo é particularmente atrativo para pequenos agricultores. “É uma cultura com mercado em expansão e alto valor agregado, que mesmo em pequenas quantidades, garante um rendimento satisfatório”. A colaboração em cooperativas é fundamental para que esses agricultores tenham acesso a mercados maiores e possam reduzir custos coletivamente, aumentando a rentabilidade.

Ademir Gomes, coordenador-geral das câmaras setoriais, reforçou que o objetivo do circuito é organizar os agricultores da Chapada de forma que o mirtilo se torne uma fonte sustentável de renda.

Vantagens do Cultivo

Durante o encontro, Ramon Alves, consultor da Codevasf, destacou a durabilidade das plantações. Uma planta bem mantida pode produzir entre 10 e 20 anos. “Temos registros de plantas com sete e oito anos ainda em alta produtividade”, informou, elogiando as variedades adaptadas às condições climáticas locais, que facilitam o manejo.

Sobre o sistema de cultivo, a recomendação é o plantio em vasos, que oferece vantagens práticas, permitindo que as plantas sejam facilmente tratadas em caso de problemas. O espaçamento ideal é de 1,5 a 2 metros entre linhas e 50 centímetros entre as plantas. A discussão sobre o uso de casca de arroz como substrato também foi relevante, sendo possível usá-la tanto in natura quanto carbonizada, com resultados positivos já observados entre produtores experientes.

Cultivo de Mirtilo

Este circuito não apenas traz novas informações, mas também inspira os produtores a abraçar uma cultura com tanto potencial econômico. O que você pensa sobre o futuro do mirtilo na Chapada Diamantina? Deixe sua opinião nos comentários!

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