Nesta semana, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de Salvador e Região Metropolitana deu um passo significativo com a atualização das Autópsias Minimamente Invasivas Guiadas por Ultrassonografia (AMIGUS). Esta iniciativa, realizada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) e apoiada pelo Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) e Fiocruz Bahia, teve como foco principal o treinamento de médicos patologistas e residentes, proporcionando uma combinação de teoria e prática para um aprimoramento crucial nos diagnósticos pós-morte.
A patologista Isis Coimbra destacou que essa técnica, embora recente, representa uma alternativa eficaz à necropsia convencional. “A AMIGUS não substitui a necropsia, mas oferece uma abordagem prática que facilita a determinação de causas de morte, especialmente em casos de infecções”, explicou. Ao oferecer esse procedimento aos familiares em luto, o SVO não apenas fortalece sua atuação, mas também contribui para esclarecer os óbitos e direcionar políticas de saúde visando a prevenção de mortes precoces e a melhoria da qualidade de vida da população.
Ana Luísa Itaparica, diretora médica do SVO, complementou a importância da técnica, ressaltando que possibilita a identificação de doenças enquanto coleta amostras histológicas para confirmação anatômica. “Essa abordagem não apenas aumenta a segurança dos profissionais, mas também garante diagnósticos precisos em casos envolvendo doenças altamente contaminantes”, afirmou.
Integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), o SVO atua na vigilância em saúde do Estado da Bahia, visando identificar causas de morte natural em diversas situações, incluindo casos sem assistência médica. Com um funcionamento diário das 7h às 19h, o serviço acolhe famílias, realiza necropsias e emite laudos, além de operar em regime de 24 horas para atendimento emergencial e remoção de corpos. Ele serve não apenas Salvador, mas também municípios vizinhos como Camaçari, Lauro de Freitas, entre outros.
Este esforço conjunto ressalta a dedicação em esclarecer causas de óbito, promovendo não apenas o luto, mas a saúde pública na Bahia. Como você vê a evolução das práticas de diagnóstico? Compartilhe sua opinião nos comentários!