A dor e o luto ainda persistem na família de Benjamim e Maria Valentina, tragicamente falecidos em fevereiro deste ano. No próximo sábado, dia 6, completam-se dez meses desde que os irmãos, com idades de 7 e 5 anos, foram encontrados sem vida em sua casa no bairro de Valéria, em Salvador. Desde aquele dia fatídico, a família busca respostas sobre as causas de suas mortes, e as suspeitas de envenenamento pairam no ar, sem qualquer confirmação.
Alexandra de Jesus Fonseca, avó dos pequenos, expressa a angústia que vem acompanhando esses meses. “Nos últimos meses, o silêncio foi ensurdecedor. A última notícia que tive foi em setembro. Simplesmente não conseguimos mais informações”, desabafa, refletindo sobre a dor da incerteza. Os laudos periciais, fundamentais para elucidar o caso, não chegaram, e a família se vê presa em um ciclo de espera e incerteza.
A 3ª Delegacia de Homicídios já coletou depoimentos de familiares e vizinhos e agora aguarda os laudos do Departamento de Polícia Técnica, que são imprescindíveis para o avanço do inquérito. Segundo a assessoria, o caso se encontra em fase de investigação, sem um prazo definido para a conclusão. Essa morosidade na liberação dos laudos gera insatisfação e frustração, um peso a mais para Alexandra, que se vê impotente diante da situação.
Em março, após quase 45 dias da tragédia, Alexandra se manifestou sobre a falta de respostas e o que considera uma desconsideração com a memória dos netos. “Sinto que é falta de respeito, pois o caso teve uma repercussão imensa. A espera por respostas parece uma tortura”, lamenta. Além da dor pela perda, a incerteza intensifica a luta diária da família.
As circunstâncias que cercam a morte dos irmãos são sombrias. Supõe-se que a causa possa estar relacionada a uma gelatina que a mãe, Iasmim Conceição, preparou para os filhos. Iasmim e o pai, Jean, também ingeriram o alimento e apresentaram sintomas graves, levando Iasmim a ser internada. Após dias angustiantes, ela foi liberada, mas as perguntas permanecem sem resposta. O tempo passou, mas a batalha por justiça e esclarecimento nunca esteve tão presente.
Alexandra, em meio a essa tempestade emocional, disse: “Eu entrego tudo nas mãos de Deus”. Essa fé é o que a sustenta em sua busca incessante por respostas. E você, leitor, o que pensa sobre essa história? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe para que mais pessoas conheçam essa tragédia que ainda ecoa nas memórias da família.