Verão e mudanças climáticas elevam incidência de câncer de pele; veja como se proteger

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SAÚDE

Especialistas alertam sobre a prevenção do câncer de pele

Ana Cristina Pereira

Por Ana Cristina Pereira

29/12/2025 – 4:01 h

Imagem ilustrativa da imagem Verão e mudanças climáticas aumentam risco de câncer de pele; saiba cuidados

Com o Verão em plena atividade, a exposição ao sol se torna um risco crescente para todos. Em um país onde o câncer de pele é o mais comum, especialistas, como o cirurgião oncológico Miguel Brandão, destacam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. No Brasil, espera-se que 220 mil novos casos sejam diagnosticados em 2025, sendo 10,8 mil somente na Bahia.

Cuidado e Educação: A Chave para a Prevenção

O uso adequado de protetor solar, além de chapéus e roupas específicas, é vital. Brandão recomenda também a consulta ao Índice de Radiação Ultra Violeta (UV), que orienta sobre a segurança da exposição ao sol. Se o índice estiver alto, a exposição deve ser evitada. Ele ressalta: “Mesmo em dias nublados, o índice pode ser perigoso.”

A desinformação nas redes sociais sobre a eficácia do protetor solar se tornou outra preocupação. O especialista afirma que “precisamos combater esses mitos, como a ideia de que o protetor solar não protege”.

Mudança de Cenário: Jovens Atingidos pelo Câncer de Pele

A situação é alarmante: o câncer de pele, antes restrito a pessoas acima de 60 anos, tem afetado cada vez mais jovens. Isso se deve à exposição prolongada e à crescente intensidade da radiação solar. Brandão aponta que mesmo pessoas de pele negra, que muitas vezes acreditam estar imunes, estão em risco, especialmente trabalhadores expostos ao sol, como na agricultura e construção civil.

Uma pesquisa da OMS aponta que um terço das mortes por câncer de pele não melanoma decorre de trabalho sob o sol, com um aumento de 60% no risco por essa exposição ocupacional.

Os desafios não param por aí. O acesso a tratamentos eficazes, como a imunoterapia, ainda é um obstáculo no Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes, como a dona de casa Maria José Silveira, enfrentam dificuldades financeiras significativas para obter o tratamento de que precisam.

Maria, com melanoma grau três, tenta um tratamento que pode custar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil por aplicação. A falta de recursos a levou a buscar soluções jurídicas para garantir o que precisa, mostrando a luta diária que muitos pacientes enfrentam.

“Estou confiante. Tento encarar isso como uma oportunidade de mudar minha vida,” compartilha Maria, que se tornou uma defensora da conscientização sobre o câncer de pele.

À medida que o Brasil se prepara para um verão mais intenso e seco em 2026, é crucial estarem atentos aos sinais e reforçar os cuidados. A consciência e a educação em saúde são as melhores armas na luta contra esse câncer que, embora comum, pode ser prevenido.

Quais são suas estratégias de prevenção? Compartilhe suas experiências e ajude a espalhar a conscientização!

Por fim, ao se preparar para a próxima estação, não esqueça de cuidar de sua saúde e a dos outros. Ser informado e agir é o primeiro passo na luta contra o câncer de pele.

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