FUTEBOL
Irregularidades na Gestão do Corinthians Afetam as Categorias de Base


Armando Mendonça é vice-presidente do Corinthians –
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Recentemente, um relatório de auditoria interna revelou sérias irregularidades na gestão de materiais do Corinthians, impactando diretamente as categorias de base do clube. O vice-presidente, Armando Mendonça, foi destacado como parte central desse cenário preocupante, mencionando desvios de materiais e a venda ilegal de uniformes que deveriam beneficiar os jovens atletas.
Com 94 páginas de denúncias, o relatório indica que, mesmo com uma solicitação quase 300% superior à cota anual de itens da Nike, muitos jogadores da base se encontraram sem uniformes adequados, contrabalançando a excessiva liberação de equipamentos do fornecedor em questão.
A Campanha de Desvios
Dentre as descobertas, a auditoria descreve a irregularidade na retirada de 131 itens relacionados a Mendonça. Um funcionário foi flagrado vendendo camisas oficiais do clube, recebendo R$ 300 via Pix por três peças originais. A administração de materiais e o controle de estoques foram claramente negligenciados, com Mendonça sendo apontado como principal responsável pela gestão inadequada.
Falhas no Controle de Estoque
O relatório, segundo o Estadão, tinha como foco avaliar o sistema de controle estabelecido em 2025 e expôs 33 fragilidades críticas. O mais alarmante é a ausência de um inventário formal desde 2021, permitindo que materiais se acumulassem sem a devida conferência, mesmo com a entrega de quase 42 mil itens em 2025.
Enquanto isso, atletas da base continuaram a sofrer com uniformes desgastados e de marcas adversárias, numa contradição clara a um acordo que deveria garantir recursos sem custos adicionais.
Riscos e Consequências
Além dos desvios, o relatório levanta sérias preocupações fiscais. Entre 2024 e 2025, notou-se a falta de registro de R$ 6,4 milhões de notas fiscais, com R$ 5,1 milhões destinados ao CT sem apropriada contabilização. O valor dos materiais recebidos da Nike ultrapassou o limite contratual, somando R$ 23,7 milhões em um excedente preocupante de 297%.
E, curiosamente, mesmo com direito a fornecimento gratuito, o clube gastou R$ 776 mil na compra de itens licenciados, o que levanta questões sobre a eficiência da gestão financeira atual.
Reação de Armando Mendonça
Em sua defesa, Mendonça negou ser o responsável pelas diretrizes de distribuição, colocando a culpa na gestão anterior. Ele argumenta que tentou instaurar um sistema mais transparente, para evitar malfeitos e desperdícios que, segundo suas alegações, tinham sido recorrentes no passado.
A situação não apenas afeta a reputação do clube, mas coloca em xeque o futuro das suas categorias de base. O que você acha que deveria ser feito para resolver essa crise?
Deixe sua opinião nos comentários e participe desta conversa sobre o futuro do Corinthians!