Banco Digimais é condenado por empréstimos fraudulentos intermediados por estelionatários
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu que o Banco Digimais, vinculado ao bispo Edir Macedo, deve indenizar um morador do DF em R$ 5 mil. Isso ocorreu porque o cliente foi vítima de estelionatários que o enganaram, resultando na contratação de três empréstimos consignados que ele não desejava.
Em abril de 2025, uma pessoa ligou para a vítima, se apresentando como representante de uma empresa do setor financeiro. Após oferecer uma proposta para quitar dívidas em outro banco, solicitou documentação pessoal e orientou a formalização dos contratos com o Banco Digimais. O procedimento incluiu a autorização para uso do portal Gov.BR e o envio de uma selfie para reconhecimento facial.
O primeiro contrato envolveu um empréstimo de R$ 23,8 mil. Após a contratação, outra pessoa se apresentou como parte do “Setor de Confirmação” do Digimais, informando que os valores para saldar a dívida anterior estariam disponíveis. O cliente fez uma transferência via Pix de R$ 23,8 mil e, em seguida, mais dois contratos foram firmados, totalizando R$ 12,350 e uma nova transferência de R$ 24,6 mil.
Após realizar os pagamentos, a vítima descobriu que as dívidas com o banco anterior não haviam sido quitadas e que novas dívidas com o Digimais haviam sido geradas, com descontos na folha de pagamento.
O Banco Digimais alegou que todas as contratações foram feitas de maneira regular, com assinatura digital, reconhecimento facial e autorização pelo portal Gov, mas o juiz José Rodrigues Chaveiro Filho considerou que a vítima, um idoso, foi enganada.
O magistrado ainda destacou que tanto a Lis Promotora quanto o Banco Digimais deveriam ser responsabilizados solidariamente, pois ambos participaram da sequência de eventos que culminou no dano ao consumidor.
A decisão, proferida em 1º de junho, determinou que a Lis Promotora e o Digimais indenizassem o morador em R$ 5 mil por danos morais. Em um desdobramento dessa situação, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Miragem, visando desmantelar as práticas ilícitas envolvendo o banco, razão pela qual mais de 50 agentes foram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em São Paulo.
O caso destaca a importância de se ter cuidado ao realizar transações financeiras e a necessidade de mecanismos de proteção para evitar fraudes. Se você já passou por uma situação semelhante ou tem opiniões sobre o tema, compartilhe nos comentários.