Os números são alarmantes: em um único mês, os preços da hospedagem em Belém dispararam. Em comparação a outubro, o aumento foi de impressionantes 155,24%. E não para por aí: as passagens aéreas também apresentaram elevações significativas, com um aumento de 25,32%. Esses dados foram coletados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e já está sendo monitorado como uma prévia da inflação oficial do país.
O destaque para Belém não é mero acaso. A cidade sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que se desenrolou ao longo de 13 dias de intensas negociações, culminando no último sábado (22). Além disso, houve a Cúpula do Clima nos dias 6 e 7 de novembro, reunindo líderes internacionais e chefes de governo. Esse evento atraiu um público considerável, gerando uma demanda explosiva por acomodações.
Para ilustrar a magnitude dessa inflação, no último ano, o preço da hospedagem na Grande Belém subiu 204,63%, um aumento exorbitante em contraposição à média nacional de 12,71%. Em comparação, São Paulo, a maior cidade do Brasil, viu um aumento modesto de 4,48% no mesmo período.
Conforme informações do IBGE, a inflação na região metropolitana de Belém detém um peso de 4,46% na composição da inflação nacional. Para efeito de comparação, a Grande São Paulo possui um peso considerável de 33,45%. Isso implica que um aumento no preço das hospedagens em São Paulo teria um impacto mais significativo na inflação nacional. O professor de economia Gilberto Braga, do Ibmec-RJ, esclarece que mesmo aqueles que não visitaram Belém, mas viajaram por meio de outros aeroportos, sentirão as consequências dessa demanda elevada.
É importante notar que a pesquisa do IPCA-15 foi realizada entre 14 de outubro e 13 de novembro, não capturando integralmente o impacto da COP30. O IPCA “cheio” de novembro incluirá todos esses dados e será divulgado no dia 10 de dezembro. A expectativa é de que os números revelados tragam ainda mais à tona o impacto econômico desta importante conferência climática.
E você, como vê essa explosão nos preços? Deixe sua opinião nos comentários!