O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, encerrou sua visita oficial ao México, considerada um passo significativo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e México. A audiência com a presidenta Claudia Sheinbaum, no histórico Palácio Nacional, foi o ápice da viagem. Na sequência, Alckmin compartilhou que convidou Sheinbaum para a COP30, que ocorrerá em Belém, ressaltando a importância de discussões sobre multilateralismo, democracia e a luta contra a fome.
Brilho nos âmbitos comerciais, essa visita também foi solene para fortalecer a corrente de comércio, que alcançou impressionantes US$ 13,6 bilhões em 2024. O agronegócio e a indústria estão no centro desses novos esforços, com Alckmin acompanhado de empresários e ministros nessa missão de expansão.
Com um otimismo renovado, anunciou acordos para a abertura de novos mercados. “Abriremos o comércio de aspargos, pêssego e derivados de atum. Em contrapartida, o México nos permitirá exportar farinha de ração animal para bovinos e suínos”, destacou o vice-presidente, evidenciando o potencial de crescimento para ambos os países.
O combate à inflação também foi central nas discussões. O Brasil solicitou ao México a continuidade dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, conhecido como Pacic, que facilita a compra de alimentos brasileiros. Alckmin reforçou a importância do México como segundo maior mercado para a carne bovina brasileira e a necessidade de garantir que as exigências de rastreabilidade não interrompam as vendas enquanto o Brasil se adapta a elas.
Outro ponto crucial foi a atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53, assinado em 2002, que visa reduzir tarifas de importação para 800 posições tarifárias, aumentando a competitividade entre os países. Novos acordos também foram firmados nas áreas de vigilância sanitária e pesquisa sobre arboviroses, trocando experiências valiosas, especialmente no desenvolvimento de vacinas.
Na agenda de negócios, o vice-presidente destacou a venda de 20 aeronaves das famílias de jatos E190 e E195 da Embraer para a Mexicana de Aviación, a maior companhia do país. Além disso, o governo apresentou à Embraer a possibilidade de expandir suas operações no setor militar, oferecendo o cargueiro KC-390, uma aeronave versátil com diversas capacidades, como transporte e missões humanitárias. “A Embraer está bem estabelecida no México, com mais de mil colaboradores em sua fábrica de componentes”, mencionou Alckmin.
Essa visita ao México não apenas fortaleceu laços comerciais, mas também lançou as bases para um futuro promissor em colaboração entre Brasil e México. Quais são suas opiniões sobre essas novas iniciativas? Deixe seus comentários abaixo!