
Em um discurso impactante em Contagem, Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que “o Brasil não quer ser tratado como moleque”. Com uma retórica firme, ele ressaltou a importância do respeito nas relações internacionais, especialmente em um momento de tensão comercial com os Estados Unidos, que impuseram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo Lula, a nação já possui maturidade suficiente para ser respeitada e não se submeter a atitudes desdenhosas, mesmo que provenham de países mais ricos.
Lula não apenas criticou a postura do governo americano, mas também destacou a falta de diálogo por parte dos Estados Unidos, mencionando o cancelamento de uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent. A escolha de Bessent de se reunir com Eduardo Bolsonaro, no mesmo dia, deixou claro um descompasso nas prioridades da diplomacia americana.
Enquanto expressava suas críticas, Lula enfatizou a importância da negociação e do diálogo, mas não hesitou em afirmar que o Brasil possui mecanismos de retaliação. “A gente também pode taxar os produtos americanos”, disse ele, demonstrando a disposição do governo em proteger os empresários e trabalhadores brasileiros. Medidas já foram tomadas, incluindo a liberação de R$ 30 bilhões para mitigar potenciais prejuízos de empresas brasileiras no exterior, no âmbito do Plano Brasil Soberano.
No evento, Lula também aproveitou para divulgar o Novo PAC 2025, que visa fomentar a mobilidade urbana e a renovação de frota. Com 28 propostas pré-selecionadas em 12 estados, a iniciativa pode movimentar até R$ 5 bilhões em financiamento para o setor público, além de um bilhão destinado ao setor privado. Os projetos abrangem sistemas de transporte moderno, incluindo BRTs, metrôs, ciclovias e ônibus elétricos.
Em termos concretos, o governo entregou durante o evento o trecho três e parte do trecho dois do Corredor da Avenida Maracanã. Este projeto, que demanda investimentos de R$ 270 milhões, visa a construção de quatro quilômetros e meio de mobilidade urbana, ciclovias, urbanização e recuperação ambiental, além de várias pontes e viadutos.
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