Britânicos celebram fim do ‘príncipe Andrew’

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Realeza Britânica

Na última sexta-feira (31), os britânicos celebraram um marco histórico: o rei Charles III decidiu retirar o título de príncipe de seu irmão Andrew. Essa ação, a primeira desse tipo desde 1919, gerou reações variadas na população e na imprensa, que aplaudiu a mudança, mas também destacou que a medida pode não ser suficiente para extinguir a desgraça que paira sobre a família real. O Daily Mirror destacou a decisão com um sonoro “Finalmente!”, enquanto o The Sun fez uma ironia ao referir-se a Andrew como “o ex-príncipe”.

Desde 2011, Andrew vive sob o peso de um escândalo envolvendo o financista pedófilo Jeffrey Epstein. A derrocada do duque de York iniciou quando Virginia Giuffre o acusou de abuso sexual. Mesmo após negar as alegações, sua imagem foi irremediavelmente manchada, e, mesmo sem funções oficiais desde 2019, Andrew continuava a ser uma figura polêmica. As recentes memórias póstumas de Giuffre trouxeram à tona novas e impactantes revelaçõe que reforçaram as suas acusações.

A renúncia do título de duque de York em outubro não impediu que novos episódios constrangedores surgissem, como a revelação de que Andrew havia hospedado Epstein e sua cúmplice Ghislaine Maxwell em sua casa. Segundo o historiador Ed Owens, a situação tornou a presença de Andrew na família real “insustentável”, uma opinião compartilhada por muitos cidadãos. O jovem Luke Whittaker comentou: “Deveria ter sido feito há muito tempo”, e a estudante Jasmine Grenier concordou, afirmando que a família real poderia ter feito mais para lidar com a situação.

Para muitos, a decisão do rei foi tardia. Charles, que ainda se sente aliviado por seguir o protocolo apropriado, planeja exilar Andrew para sua propriedade em Sandringham, embora isso possa demorar até 2026. O movimento visa afastar a mancha tóxica que Andrew representa para a monarquia. Contudo, ainda existem muitas interrogações no ar. Andrew Lownie, biógrafo do ex-príncipe, alertou que, apesar do exílio, ele pode enfrentar novos problemas legais, incluindo uma investigação da polícia de Londres sobre possíveis tentativas de desacreditar Giuffre.

Além disso, a pressão por uma maior supervisão do Parlamento sobre a família real ganhou força. A deputada Rachel Maskell ressaltou a necessidade de responsabilização da monarquia. Uma pesquisa recente da YouGov revelou que 58% dos entrevistados acreditam que a família real agiu tardiamente em relação a Andrew. O futuro da monarquia britânica está em um ponto de inflexão, e cabe ao público continuar a pressionar por mudanças.

O que você acha sobre essa decisão do rei Charles III? Acredita que a família real conseguirá se distanciar desse escândalo? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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