O atacante Bruno Henrique, artilheiro do Flamengo, tomou uma decisão crucial ao desistir de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A intenção inicial era anular a investigação da Polícia Federal sobre manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro. Com o julgamento agendado para a próxima semana, os advogados de Bruno protocolaram uma petição de desistência na quinta-feira (28), que foi rapidamente homologada pelo tribunal.
Essa manobra ocorre em um contexto delicado. Recentemente, Bruno enfrentou uma negativa do STJ em relação a um habeas corpus que visava o mesmo objetivo — anular a investigação que culminou em uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Logo após a rejeição, seus advogados recorreram novamente, mas agora decidiram retirar a ação, deixando o futuro do jogador em um limbo jurídico.
As acusações contra Bruno Henrique são sérias. Ele é suspeito de ter recebido um cartão amarelo intencionalmente durante uma partida contra o Santos, supostamente para beneficiar apostadores. Este incidente não só o tornou réu na Justiça comum, mas também o colocou sob investigação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O STJD já marcou o julgamento do atleta para a próxima semana, que será analisado pela 1ª Comissão Disciplinar, sob a relatoria de Alcino Júnio de Macedo Guedes. O atacante pode enfrentar penas que vão de 360 a 720 dias de suspensão, multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, além da possibilidade de ser banido de até 24 partidas.
Junto a Bruno, três pessoas de sua família também foram denunciadas pelo STJD por supostas apostas relacionadas ao cartão amarelo que ele recebeu na partida. Essa situação levanta questões sobre a ética no esporte e a seriedade das acusasões que cercam o nome do jogador.
A repercussão do caso é intensa e o Metrópoles está em contato com a defesa de Bruno Henrique, esperando esclarecimentos. Quais são suas expectativas em relação ao desfecho dessa história? Compartilhe sua opinião nos comentários!