Os conflitos entre os proprietários do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), e a WAM Riviera Administração Hoteleira estão longe de ser resolvidos. A situação se intensificou recentemente, com a administração do hotel impedindo a entrada de hóspedes que haviam agendado estadias diretamente com os proprietários. Essa decisão levou a um cenário caótico, em véspera de feriado, quando muitos turistas esperavam aproveitar o local.
Um incidente marcante ocorreu quando a PMGO foi chamada para conter os ânimos exaltados dos proprietários e seus convidados. Uma das donas de apartamentos revelou que, com frequência, os proprietários costumam ceder suas unidades a familiares durante períodos de recesso. Contudo, nesse evento, as novas regras impostas pela WAM causaram um verdadeiro constrangimento, obrigando os visitantes a apresentarem comprovantes de pagamento antes de serem autorizados a entrar.
A mudança nas normas foi comunicada em um e-mail noturno, instruindo os proprietários sobre os novos procedimentos para a entrada de convidados, que exigiam a entrega dos documentos com, no mínimo, três dias úteis de antecedência. Essa abrupta alteração criou um impasse que afetou diretamente as reservas, deixando os hóspedes em uma situação complicada ao chegarem ao hotel, evidenciando a falta de aviso prévio.
Em resposta, a WAM justifica seu posicionamento, afirmando que a proibição do acesso se deu devido a inconsistências documentais e situações de restrição judicial. A empresa destaca que mais de 280 unidades possuem limitações legais que proíbem locação por meios não autorizados, visando proteger os proprietários que cumprem as normas estabelecidas.
Diante desse cenário, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) foi convocada para discutir a destituição da administradora. Essa reunião surge após a reprovação das contas da empresa, em um conflito crescente que não se limita à locação, mas expõe uma série de alegações de má gestão. Inicialmente, a AGE foi suspensa, mas logo após, uma nova decisão judicial a reestabeleceu, permitindo que os proprietários tomassem suas deliberações.
A nova data foi marcada para 25 de novembro, mas a WAM ainda não aceitou essa convocação, gerando mais tensão entre os envolvidos. “Nossa luta começou pelo que parecia apenas uma questão de locação, mas descobrimos muitos outros abusos”, desabafou uma das proprietárias, destacando a gravidade da situação.
Este imbróglio entre os proprietários e a administração revela não apenas uma batalha jurídica, mas também traça uma linha tênue entre a busca por direitos e as condições de operação em um condomínio. Você acredita que essa situação tem solução? Compartilhe sua opinião nos comentários!