
A recente aprovação do **projeto de lei 2.486/2026** pela Câmara dos Deputados, no dia 20, levanta questionamentos cruciais sobre conservação ambiental no Pará. O projeto não apenas altera os limites da **Floresta Nacional do Jamanxim**, mas também cria a **Área de Proteção Ambiental do Jamanxim**. Com urgência e votação simbólica, a proposta agora segue para o Senado, após desmembrar **486.438 hectares** da floresta, reduzindo-a para cerca de **814.686 hectares**.
Historicamente, a Floresta e o Parque Nacional do Jamanxim foram estabelecidos em 2006 para conter a degradação ambiental causada pela rodovia BR-163. No entanto, a proposta de alteração levanta a sombra de um conflito agrário que se arrasta por anos. O relator José Priante (MDB-PA) defende que a recategorização é fundamental para pacificar disputas e liberar áreas para uso agrícola. Com 90% do território preservado, a proposta busca conciliar interesses econômicos e ambientais.
Conflitos e Ambições Econômicas
Priante argumenta que a mudança não configura uma redução de área protegida, já que apenas áreas **antropomorfizadas**, onde a floresta foi convertida para uso consolidado, serão afetadas. Contudo, a proposta é vista com desconfiança por ambientalistas e pelo **Ministério do Meio Ambiente**, que alertam sobre o risco de enfraquecer a proteção da floresta e a degradação adicional. Eles ressaltam que a proposta fragiliza a** Unidade de Conservação** federal.
Além disso, o projeto permite atividades minerárias na floresta, sujeitas a planos de manejo. Essa flexibilização gera preocupações sobre possíveis impactos ambientais e o desmatamento, especialmente em um ecossistema já vulnerável. O governo terá que realocar ocupantes de áreas rurais dentro dos novos limites, garantindo que possam continuar suas atividades até a regularização de suas terras.
À medida que o projeto avança para o Senado, a capacidade de equilibrar **desenvolvimento econômico** e **conservação ambiental** é testada. Cidadãos e ambientalistas precisam se manifestar e discutir as implicações dessa decisão para o futuro da Amazônia e suas comunidades. O que você acha? Sua opinião pode fazer a diferença nesta discussão vital!