Câmara aprova legislação que tipifica o crime de exercício ilegal da advocacia

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A Câmara dos Deputados tomou uma decisão importante ao aprovar, na noite desta terça-feira (17/3), um projeto que visa combater o crime do **falso advogado**. O texto agora seguirá para o Senado, criando novas medidas de proteção e buscando evitar fraudes que ameaçam a integridade do sistema jurídico.

Com a alteração no Código Penal, passar-se por advogado ou outro profissional essencial à Justiça se tornará crime, com penas que variam de **quatro a oito anos** de prisão e multa. Além disso, o uso de credenciais incorretas para obter informações sigilosas ou interferir em processos também será severamente punido, com pena prevista de **dois a seis anos** de reclusão.

Medidas de Segurança Reforçadas

O projeto não se limita a penalidades. Ele também propõe a implementação de autenticação multifator para **magistrados, membros do Ministério Público** e advogados, além de definir padrões mínimos de segurança da informação no processo eletrônico. Essas medidas são cruciais para proteger dados sensíveis e garantir a integridade dos procedimentos jurídicos.

Apoio e Críticas ao Projeto

A proposta conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recentemente se manifestou favoravelmente ao texto. O golpe do falso advogado, onde criminosos se utilizam de dados reais de processos para extorquir pagamentos, é uma prática alarmante que precisa ser coibida. Um exemplo disso é quando alguém se faz passar por um advogado, prometendo liberação de créditos judiciais de forma enganosa.

Por outro lado, a aprovação do projeto gerou críticas, especialmente entre os deputados da oposição. Kim Kataguiri (Missão-SP) levantou preocupações sobre a possibilidade de se restringir o acesso ao WhatsApp em casos de investigações relacionadas a falsos advogados. Ele alerta que isso poderia levar a um cerceamento das redes sociais e a perseguições indevidas. “Duas pessoas poderão suspender o WhatsApp de qualquer um sob a acusação de ser um falso advogado”, destacou.

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A questão está lançada: como equilibrar a necessidade de segurança com os direitos individuais? O debate é necessário e vital para que a justiça não seja apenas feita, mas também percebida como justa. O que você pensa sobre essas medidas? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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