A trajetória do investidor brasileiro tem sido marcada por perdas alarmantes, especialmente após a liquidação do Banco Master, que atingiu o mercado de CDBs e ações de grandes empresas. Ao olhar os números, a realidade é devastadora. Um investimento de R$ 100 no Grupo Pão de Açúcar (GPA) em 2015 agora vale apenas R$ 6, com uma queda impressionante de 94% — sem considerar a inflação.
Corrigindo para a inflação, a perda real chega a R$ 175. E o que dizer das Casas Bahia? Desde sua estreia na Bolsa em 2012, suas ações desvalorizaram 96%, desmoronando de R$ 109 em 2012 para R$ 3,36 atualmente. O valor ajustado pela inflação deveria ser de R$ 273,29, resultando em uma perda real de R$ 269,89.
O Caso da Raízen e Braskem
A Raízen também não escapou: a queda foi de 88% desde sua entrada na Bolsa em 2021, com as ações despencando de R$ 7,10 para R$ 0,85. A correção pela inflação revela uma perda de R$ 8,13. Enquanto isso, a mineradora Braskem, que começou sua trajetória em 2006 com ações a R$ 15,18, viu seu valor ser reduzido a R$ 7,96 atualmente, resultando em uma perda real de R$ 47,57.
Uma Olhada na Cosan
A Cosan, que controla várias empresas, por sua vez, viu suas ações saltarem 322% desde 2005, mas a atual crise a trouxe de volta para o patamar de R$ 6,50. Mesmo assim, os investidores sentem a pressão e a desconfiança toma conta.
É um cenário assustador que levanta questões cruciais sobre o futuro dos investimentos no Brasil. O que vem a seguir? O mercado precisa reagir ou os investidores estão apenas com a impressão de estar numa montanha-russa sem fim?