CEO da Quaet aponta crise com Michelle como principal fator de desgaste de Flávio

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Brasil

“Mesmo com o desgaste, Flávio é o concorrente mais viável contra Lula”, diz Felipe Nunes

A pesquisa Genial/Quaest divulgada essa semana mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto na corrida presidencial de 2026. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário, enfrenta um cenário desafiador. No primeiro turno, Lula soma 40% das intenções contra 38% de Flávio, dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.

No segundo turno, Lula alcança 45% de apoio, enquanto Flávio tem 37%. A queda nas intenções de voto do senador reflete o desgaste causado por um recente conflito público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que, embora visível para apenas metade dos brasileiros, repercutiu negativamente em sua base.

Os vídeos que expuseram as desavenças entre Flávio e Michelle geraram discordância, resultando na redução do apoio a ele, especialmente entre os eleitores conservadores. A intenção de voto no senador caiu de 82% para 74% no espectro da direita não bolsonarista.

Felipe Nunes, CEO da Quaest, aponta que a percepção negativa do eleitorado é amplificada por essa situação familiar. A pesquisa revela que 35% dos eleitores da direita e 20% dos bolsonaristas consideram que Michelle agiu corretamente ao divulgar os vídeos, sugerindo que seu apoio a Flávio pode ter sido comprometido.

Danos ao núcleo da direita

  • 35% do eleitorado conservador e 20% dos bolsonaristas acreditam que Michelle tomou a atitude certa ao expor seus problemas familiares.
  • Um percentual significativo vê legitimidade na postura da ex-primeira-dama, considerando sua ação uma oposição a alianças políticas indesejadas.
  • A pesquisa também revela que 53% dos eleitores acreditam que a participação de Michelle na campanha de Flávio aumentaria suas chances de vitória.

A pesquisa também mostra que a distância entre Lula e Flávio se amplia. No segundo turno, a vantagem de Lula é de 8 pontos percentuais. Para 35% dos entrevistados, o programa Desenrola 2.0 teve um impacto positivo nas rendas.

O impacto das divisões internas

Os conflitos familiares exacerbam o afastamento do eleitorado independente e moderado, reduzindo a percepção de que Flávio é uma alternativa mais moderada em relação à sua família. A confiança nesse perfil caiu de 33% para 29% entre os eleitores.

Esse movimento pode dificultar a atração de eleitores centristas, que são cruciais para o embate contra a esquerda.

Apesar do cenário desfavorável, a equipe de Flávio observa com alívio que ele permanece sendo o nome da oposição com maior potencial de polarização contra Lula. Em um cenário alternativo sem o senador, outros candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, enfrentam dificuldades significativas e ficariam atrás nas intenções de voto.

Nunes conclui que, mesmo em tempos difíceis, Flávio continua como o único candidato viável para desafiar Lula nas urnas. Essa perspicácia evidencia um dilema a ser enfrentado pela oposição nos próximos meses.

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