Nos últimos dias, o setor de tecnologia experimentou uma turbulência significativa, refletida nas palavras de Murilo Freiberger, gestor da Dahlia Capital, que disse: “Envelheci uns três anos nessas semanas.” As ações de fabricantes de chips de memória, como Micron, caíram entre 40% e 50% em apenas 21 dias, gerando incertezas. Enquanto o índice S&P 500 atinge novos recordes, o mercado de semicondutores enfrenta uma correção acentuada.
As ações da Micron, por exemplo, recuaram cerca de 25%, junto com outras empresas do setor, que perderam metade de seu valor. Essa situação levantou preocupações sobre um possível auge de ciclo no setor. O tema foi debatido no programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, contando com a participação de José Rocha, da Dahlia Capital, e Freiberger, que acompanha as ações globais da empresa.
A estratégia central
A estratégia inicial consistia em investir nos “vendedores de picaretas” da corrida de inteligência artificial: empresas como NVIDIA, Broadcom e TSMC. No começo do ano, o preço da memória subiu drasticamente, beneficiando gigantes como Micron, Samsung e SK Hynix. Neste mesmo período, empresas de nuvem como Amazon e Microsoft lidavam com altos investimentos em infraestrutura.
Atualmente, a situação se inverteu: os preços da memória caíram enquanto as empresas que operam centros de dados recuperaram força no mercado. Um exemplo é a Meta, que viu suas ações subirem 10% em um único dia, indicando uma movimentação acentuada de capital dentro do setor de tecnologia.
Um dos principais temores agora é o chamado “pico de gastos”. O mercado se questiona se o retorno sobre os investimentos em inteligência artificial ocorrerá no tempo esperado. A pressão da Apple por preços mais baixos e o avanço de competidores chineses, que oferecem soluções baratas e eficazes, também contribuem para este clima de incerteza.
Apesar do pessimismo que envolve os preços das ações, os lucros das empresas do S&P 500 estão crescendo mais de 20% ao ano, superando as expectativas que estavam entre 13% e 14%. Essa discrepância revela um paradoxo entre a performance real do mercado e a volatilidade emocional dos investidores. Freiberger comentou que, ao olhar mais de perto, é possível perceber uma volatilidade muito alta nos últimos meses, o que torna o cenário desafiador.
E você, qual sua visão sobre a atual situação do mercado de tecnologia? Deixe sua opinião nos comentários!
