
Na última sexta-feira, 7 de novembro, o ex-controlador-geral da União durante o governo de Jair Bolsonaro, Wagner Rosário, assumiu uma nova função como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A cerimônia de posse, realizada na sede do TCE em São Paulo, contou com a presença de autoridades graduadas, como o governador Tarcísio de Freitas e o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, além de outros senadores ligados a Bolsonaro.
Rosário, que recebeu 59 votos favoráveis e 16 contrários da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), substitui Antonio Roque Citadini, que se aposentou em agosto. A indicação, feita em um momento conturbado, provocou uma série de reações no legislativo. A oposição, aproveitando a situação política e sua presença em uma reunião ministerial que se tornou foco de investigação da Polícia Federal, tentou obstruir a votação, adiando-a por semanas.
Com uma sólida carreira na Controladoria-Geral da União, onde foi ministro durante os governos de Bolsonaro e Michel Temer, Rosário já tinha experiência como controlador-geral do Estado desde o início da gestão Tarcísio. Sua indicação provocou um feito inédito: pela primeira vez no governo atual, o Partido dos Três (PT) votou contra. Isso reflete um cenário político tenso e as divisões que permeiam a Alesp.
É importante notar que já houve substituições significativas no TCE, como a troca de Edgard Camargo Rodrigues por Marco Aurélio Bertaiolli em setembro de 2023 e a recente mudança de Robson Marinho por Maxwell Borges de Moura Vieira. Essas movimentações destacam o cenário dinâmico e muitas vezes volátil do governo paulista.
O que você achou dessa nomeação de Wagner Rosário? Acredita que ela trará mudanças significativas para o TCE e para a política do Estado? Compartilhe sua opinião nos comentários!