Visita da CDH à Papuda revela alimentos deteriorados e ausência de atendimento adequado

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Complexo Penitenciário da Papuda

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CDH-CLDF) realizou uma fiscalização alarmante no Complexo Penitenciário da Papuda, revelando uma série de irregularidades. Entre os problemas encontrados, destacam-se condições degradantes, como comida estragada, falta de atendimento médico e superlotação nas celas. A realidade desumana dos detentos expõe a fragilidade do sistema penitenciário.

Comida Intragável e Superlotação

“A alimentação parece lavagem”, desabafou um preso sobre a comida que é descrita como “intragável”. O relatório da CDH destaca que a situação é crítica, com 25 detentos dividindo um espaço projetado para 8. O total de 3.150 presos em uma instalação para 1.500 resulta em cenas impactantes, como detentos dormindo no chão ou em redes improvisadas. Essa superlotação não apenas compromete a dignidade humana, mas também favorece a propagação de doenças.

Falta de Atendimento Médico

A falta de atendimento médico adequado agrava ainda mais a situação. Detentos relatam penúrias, como feridas não tratadas e dores insuportáveis. “Estou implorando por atendimento há meses e não consigo”, desabafou outro detento que aguarda ajuda. Com apenas dois médicos, um psiquiatra e um psicólogo atendendo cerca de 3 mil detentos, a situação é alarmante.

Além disso, penalizações severas são relatadas quando os detentos se queixam das condições, com ameaças de spray de pimenta e isolamento. “Quando reclamamos da comida, sofremos retaliações brutais”, afirmou um outro preso. Essa cultura de medo e repressão mina quaisquer esperanças de melhorias.

Fábio Felix, presidente da CDH, enfatizou a gravidade da fiscalização, prometendo um relatório a ser enviado aos órgãos de justiça. A situação na Papuda é uma crise que não pode ser ignorada. É hora de pressão sobre as autoridades para que garantam direitos básicos aos detentos. Sua voz importa! Deixe sua opinião nos comentários.

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