Um novo e impactante relatório do Congressional Budget Office (CBO) dos EUA revela uma transformação gritante na economia americana nas últimas quatro décadas. Enquanto os domicílios mais ricos ampliaram suas participações econômicas, a classe média continua a perder espaço, aprofundando a desigualdade de renda.
De 1979 a 2022, o 1% mais rico aumentou sua parte da renda nacional de 9% para 18%, dobrando sua fatia do “bolo” econômico. Em contrapartida, o quintil mais pobre viu sua renda diminuir, relegando sua participação de 5% para 4%, evidenciando uma concentração crescente de recursos.
Desigualdade Crescente
Embora todos os grupos tenham visto crescimento em suas rendas, o aumento do topo é alarmante. O quintil mais alto viu sua renda mais do que dobrar, enquanto o 0,01% dos maiores ganhadores teve um crescimento médio de mais de sete vezes após impostos. A classe média, por outro lado, viu sua participação na renda, após impostos, cair em 6 pontos percentuais.
Os ganhos de capital são identificados como um dos principais motores dessa discrepância. O aumento da renda de mercado, especialmente na classe alta, potencializou a disparidade observada desde o final da década de 1970, exacerbada pela reforma da estrutura tributária que, embora progressiva, não conseguiu equalizar o abismo crescente.
O quintil mais alto respondeu por 70% de todos os impostos federais em 2022, um aumento significativo em relação a 55% em 1979. Isso levanta a questão: até que ponto a estrutura de impostos pode ser sustentável diante de uma concentração de renda tão extrema?
Volatilidade e Impactos Pós-Pandemia
O relatório também expõe os efeitos da pandemia na economia. Em 2022, a renda média caiu para todos os grupos comparado ao ano anterior, especialmente para o quintil de menor renda, devido ao fim de políticas emergenciais que sustentavam seus ganhos. Para os mais ricos, a queda foi impulsionada pela diminuição dos ganhos de capital realizados.
Apesar da volatilidade de 2022, a tendência de longo prazo é clara: a distância entre os ricos e os outros está agora mais acentuada do que em 1979, como indicado pelo coeficiente de Gini. A questão que permanece é: o que pode ser feito para reverter esse quadro alarmante de desigualdade?
Deixe suas reflexões nos comentários e compartilhe sua visão sobre a desigualdade que assola a economia. Sua voz importa!