A Câmara dos Deputados da Argentina deu um passo significativo na madrugada desta quinta-feira (9/4), ao aprovar a reforma da lei de proteção das geleiras, com 137 votos a favor e 111 contra. Essa mudança na legislação, apoiada pelo governo de Javier Milei, permite a mineração em áreas anteriormente protegidas, gerando acusações de risco ambiental da oposição.
Conflito Ambiental ou Desenvolvimento?
A deputada Sabrina Selva não hesitou em criticar a decisão, chamando-a de “desonesta e enganosa”. Segundo ela, a reforma é inconstitucional e pode gerar conflitos interjurisdicionais. A polêmica mobilizou o Greenpeace, que, na quarta-feira (8/3), realizou uma manifestação em frente ao Congresso, alertando sobre os riscos à água doce do país e denunciando a “entrega” dessa riqueza a interesses econômicos.
Defesa do Governo
Por outro lado, o relator do projeto, deputado José Peluc, defendeu a reforma afirmando que as alegações de riscos são distorcidas. Ele ressaltou a importância de proteger a água sem inviabilizar a exploração mineral sustentável. O presidente Javier Milei comemorou a aprovação destacando que a medida é uma reforma histórica, prometendo um balanço entre cuidado ambiental e crescimento econômico.
Apesar das promessas do governo, a batalha pelo futuro das geleiras argentinas está longe de terminar. Com a oposição planejando recursos no Judiciário, a sociedade se vê às voltas com questões cruciais sobre seu patrimônio natural. O que você pensa sobre essa reforma? Compartilhe suas opiniões nos comentários!