No dia 25 de outubro, em um ofício assinado por Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do departamento de supervisão bancária do Banco Central, foi relatado que Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, mencionou na última reunião a busca por uma “solução de mercado” para o conglomerado. O documento revela uma tentativa de alienação do banco em partes, destinada a diferentes investidores.
A defesa de Vorcaro, por sua vez, reforça que tanto a venda do Banco Master para a Fictor quanto uma viagem a Dubai foram informadas ao diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, em uma videoconferência no dia 17 de novembro. Essa data coincide com a prisão de Vorcaro, quando este foi detido ao tentar embarcar no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para Dubai.
“Essas circunstâncias afastam qualquer especulação de fuga. Na verdade, Vorcaro perseguia boas soluções para o Grupo Master, com total transparência e respeito ao regulador”, afirmam os advogados do banqueiro. O ofício também indicou que ele pretendia anunciar a venda do banco até o final daquele mesmo dia, juntamente com a assinatura de contratos de intenção de compra e venda.
Consoante ao relato, Vorcaro planejava uma videoconferência com o Departamento de Organização do Sistema Financeiro para formalizar a proposta. Ele ainda tinha a expectativa de anunciar a venda do Banco Master de Investimentos até o fim da semana, destacando sua intenção de resolver a situação com agilidade. O chefe do departamento de supervisão bancária, Belline Santana, também não apresentou informações adicionais sobre o caso.
Diante dessa complexa trama envolvendo negociações e o futuro do Banco Master, o que você pensa sobre os desdobramentos desse caso? Deixe sua opinião nos comentários!