30 agosto, 2025
sábado, 30 agosto, 2025

Delegar criatividade à IA é mediocridade, afirmam especialistas

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Belo Horizonte (MG) — A criatividade, em um mundo dominado pela inteligência artificial, redefine suas fronteiras. Se anteriormente era um dom exclusivo dos seres humanos, agora coexiste com algoritmos que criam imagens, textos, músicas e até ideias inovadoras. Essa transformação não diminui o valor do criador; ao contrário, expande seus horizontes. Cabe a nós, seres humanos, orientar, interpretar e dar significado às criações da máquina. A criatividade se transforma em uma conexão poderosa entre tecnologia e emoção, unindo a lógica da IA à sensibilidade humana para gerar inovações com propósito.

Durante o Hotmart Fire 2025, o maior evento de Creator Economy da América Latina, especialistas como Ramon Campos, publicitário e estrategista criativo, e Marina Camelo, especialista em marketing digital, debateram o papel da criatividade em tempos de IA. Marina enfatizou que “se você delega a parte criativa para a tecnologia, chega a resultados medíocres”. Para Ramon, a verdadeira criatividade exige repertório; caso contrário, torna-se mera cópia. Igor Wallace, aluno do Hotmart Decola, reforçou a visão de que a IA deve ser vista como uma amplificadora de possibilidades, não como uma substituta da criatividade humana.

Ramon Araújo, criador mobile, destacou que a IA pode democratizar o acesso a ferramentas criativas, aumentando a produtividade. No entanto, essa vantagem vem sem garantias de autenticidade. “A originalidade e a capacidade de traduzir emoções são atributos que a IA ainda não pode replicar”, afirmou. Para ele, a tecnologia deve ser uma aliada, mas nunca uma substituta da criatividade genuína, que continua sendo o diferencial no cenário digital.

Outra voz poderosa no evento foi a de Fausto Carvalho, ou Jorginho do Condado, que compartilhou sua incrível trajetória de superação. Após um trauma que interrompeu seu sonho de ser jogador de futebol, Jorginho encontrou no skate e na educação física novas direções. Sua grande virada foi trabalhar em cruzeiros internacionais, onde adquiriu experiências valiosas. Mesmo após enfrentar novos desafios, inclusive a perda de R$ 32 mil em um golpe, sua trajetória mudou quando um vídeo viralizou e o levou a se tornar embaixador da XP Investimentos. Hoje, ele é um símbolo de resiliência, transformando dores em oportunidades.

Em outro painel, João Branco, do Grupo Reserva, e Rony Meisler falaram sobre quatro premissas que a IA não sabe. A primeira é que “nada vende mais do que a verdade”. João explicou que buscar apenas o que está abaixo do benchmark pode enfraquecer os pontos fortes de uma marca. O segundo ponto é que o que realmente importa é o valor entregue ao cliente, e não apenas informações corporativas. Rony acrescentou que “o exemplo arrasta”, enfatizando a importância de se conectar com clientes e parceiros por meio de experiências concretas. Por fim, construir marcas é deixar marcas; cada nova apresentação deve impactar e permanecer na memória do público.

O Hotmart Fire também apresentou inovações como o E-book to Book, um recurso que transforma e-books em versões físicas de maneira intuitiva. Segundo Paulo Vendramini, diretor de Produtos da Hotmart, o objetivo é permitir que mais criadores se tornem empreendedores digitais, aproveitando a tecnologia para potencializar suas vozes e conexões autênticas.

Com a inteligência artificial, nós temos a oportunidade de expandir a criatividade e a inovação. Afinal, o que a tecnologia nunca poderá substituir é a essência humana por trás da criação. Como você vê o papel da IA em sua vida profissional? Compartilhe suas ideias nos comentários!

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