A Novo Nordisk processou a Eli Lilly, acusando a concorrente de propaganda enganosa no acirrado setor de medicamentos para obesidade. O foco do litígio se dá em torno das campanhas da Lilly, que supostamente utilizam comparações desatualizadas sobre a perda de peso entre seus produtos e o Wegovy, desenvolvido pela Novo.
De acordo com a denúncia, a Novo argumenta que a Lilly comparou doses mais baixas do Wegovy com doses que já não estão disponíveis, em vez de apresentar dados atualizados com a nova dose aprovada do medicamento. Apesar do Zepbound, da Lilly, ter superado o Wegovy em um estudo recente, a Novo lançou uma versão mais potente de seu produto, aumentando sua competitividade no mercado.
O mercado global de obesidade está prometendo crescimento, prevendo-se que atinja US$ 120 bilhões anuais até 2030, segundo a Bloomberg Intelligence. Embora a Novo tenha se antecipado com o Wegovy, a Eli Lilly já colhe os frutos de suas vendas com o Zepbound, uma estratégia que tem dado bons resultados.
Em resposta à concorrência, a Novo tem fortalecido sua posição através de parcerias com empresas de telemedicina e lançamento de um novo comprimido para perda de peso, que se tornou bastante popular. O processo em Nova Jersey foi motivado por um anúncio que a Lilly iniciou em abril, que alegava que os usuários do Zepbound perdiam, em média, 22,7 kg, comparado a 15 kg com o Wegovy, porcentagens que, segundo a Novo, foram distorcidas.
A Novo aponta que uma comparação mais precisa envolve um estudo que mostra a nova dose do Wegovy resultando em uma média de 21 kg de perda, enquanto o Zepbound demonstrou resultados de 22 kg. Outro ponto de discórdia é a forma como a Lilly promove seu medicamento para diabetes, Mounjaro, insinuando que é mais eficaz na redução de açúcar no sangue em comparação ao Ozempic, da Novo, utilizando dados que não refletem as doses mais atualizadas.
Com isso, a Novo busca uma ordem judicial para que a Lilly cesse suas campanhas publicitárias e publique correções. O advogado da Novo, John Kuckelman, ressalta que a empresa também procura recuperar lucros que considera perdidos devido à publicidade enganosa, além de buscar uma penalização reflexiva sob a legislação americana.
O processo judicial segue após a Novo ter notificado a Lilly extrajudicialmente, sem obter resposta. A reclamação inclui alegações de violação às leis de concorrência e publicidade enganosa, como a Lei Lanham federal, e pode resultar em novas ações junto à FDA.
A disputa entre as duas farmacêuticas não apenas ilustra o acirrado cenário de competitividade no setor, mas também destaca a importância de dados precisos e atualizados na publicidade dos medicamentos. O desfecho deste processo poderá ter um impacto significativo na reputação e nas vendas de ambas as empresas.
E você, o que pensa sobre essa briga judicial entre as farmacêuticas? Acha que as empresas estão realmente comprometidas com a verdade em suas campanhas? Compartilhe sua opinião nos comentários!