
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 12, com recordes renovados para o Dow Jones e S&P 500. Contudo, essa recuperação foi ofuscada por uma investigação aberta pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que levantou preocupações sobre a independência do BC.
Alta impulsionada pela tecnologia
O Dow Jones avançou 0,17%, alcançando 49.590,20 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,16%, encerrando em 6.977,27 pontos. O Nasdaq liderou o movimento, com uma alta de 0,26%, chegando a 23.733,90 pontos. A reação inicial em Wall Street foi de queda, mas a recuperação foi desencadeada pelo setor tecnológico. A Alphabet, por exemplo, subiu 1,00%, após notícias de que a Apple integrará a plataforma de IA da controladora do Google, Gemini, em sua assistente virtual, resultando em uma capitalização de mercado histórica de US$ 4 trilhões.
Turbulências no setor financeiro
Entretanto, o clima não foi favorável para as operadoras de cartão e grandes bancos. A proposta de Donald Trump de limitar em 10% as taxas de juros dos cartões de crédito por um ano fez as ações da Capital One Financial despencarem 6,41% e da Synchrony Financial desvalorizarem 8,37%. Enquanto JPMorgan, Citigroup e Bank of America também recuaram, Goldman Sachs e Morgan Stanley conseguiram se recuperar e fecharam em alta.
Em meio a esse cenário, o Walmart teve um destaque positivo, com um aumento de 3,00%, após anunciar sua inclusão no índice Nasdaq 100, substituindo a AstraZeneca. Isso demonstra como mesmo em tempos de incertezas, oportunidades podem surgir para algumas empresas.
Por fim, a situação com a ExxonMobil se agravou, com Trump sugerindo deixar a empresa fora da Venezuela, o que resultou em uma queda de 0,50%. Enquanto isso, a Capital Economics alertou que a pressão sobre o Fed pode resultar em juros mais altos no longo prazo, aumentando a tensão no mercado financeiro. Afinal, como você vê o futuro das ações diante dessa incerteza? Compartilhe sua opinião!