
As ações da Braskem (BRKM5) enfrentaram uma queda acentuada nesta segunda-feira (2), figurando entre as maiores baixas do Ibovespa. A desvalorização de 3,02%, com os papéis cotados a R$ 9,30, reflete a insatisfação do mercado após o relatório operacional da empresa, que revelou um recuo nas vendas de resinas de 8% e de 13% nos principais químicos, o que indicou um cenário preocupante.
Queda nos Resultados Operacionais
Os números não mentem: a Braskem reportou uma diminuição de 3% nos spreads e uma queda de 15% no mercado de resinas. Analistas do JPMorgan consideraram os resultados insatisfatórios, atribuindo a culpa ao excesso de oferta. No Brasil, as manutenções programadas na Bahia comprometeram a produção, enquanto estoques elevados afetaram as vendas.
No mercado internacional, embora as operações no México tenham se normalizado, a expectativa de crescimento nas vendas não se concretizou. Também houve manutenções nas unidades europeias e crescente competição. O BTG Pactual não é otimista e espera resultados financeiros fracos, projetando um Ebitda de apenas US$ 86 milhões e uma nova queima de caixa.
Petrobras em Busca de Controle Estratégico
Do outro lado, a Petrobras está em processo de aquisição de influência estratégica sobre a Braskem após a transferência de controle para o fundo IG4. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a análise da transição seja aprofundada, mas a expectativa é de aprovação em breve.
Após a mudança, Petrobras e IG4 devem negociar um acordo que permitirá à estatal intervir na gestão da Braskem. Essa estratégia revela a intenção da Petrobras de não apenas observar, mas atuar em decisões críticas para a petroquímica.
A avaliação do Bradesco BBI indica que, diante da deterioração dos fundamentos da Braskem, uma injeção de capital pode se tornar necessária. O cenário é tenso, mas o que vem a seguir? Compartilhe sua opinião nos comentários!