“Carry trade” se fortalece no mercado cambial: real e rand despontam como moedas preferidas

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O panorama atual do carry trade em mercados emergentes reflete uma resiliência surpreendente, mesmo após as turbulências causadas pela guerra no Irã. A alta dos preços do petróleo, embora inicialmente um desafio, tornou-se uma faca de dois gumes que fortaleceu a confiança nas moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.

Recuperação do Carry Trade

Após um período de perdas, o índice que acompanha o carry trade saltou mais de 3% desde março, acumulando 1,7% de ganhos desde o início do conflito em fevereiro. Essa estratégia, que envolve empréstimos em moedas de baixo rendimento e investimentos em mercados emergentes, como o rand sul-africano e o real brasileiro, mostra um retorno à rentabilidade. Segundo Jason Devito, da Federated Hermes, as taxas de juros reais elevadas continuarão a impulsionar esta estratégia.

Ademais, a volatilidade cambial tem permanecido baixa, com um indicador que caiu de 9,23% para 6,88%, tornando o carry trade ainda mais atraente ao minimizar riscos. Alguns investidores já estão vendo retornos excepcionais, com estratégias que renderam até 6,9% em liras turcas e 6,6% em reais brasileiros.

Os Perigos e Oportunidades

Entretanto, esse cenário não é unânime. Enquanto algumas economias, como o Brasil, parecem bem posicionadas para capitalizar sobre a alta dos preços do petróleo, outras enfrentam riscos crescentes. As eleições na Colômbia e no Brasil trazem incertezas que podem impactar o desempenho de ativos. Anthony Kettle, da RBC Bluebay, ressalta que o carry trade permanece atrativo, mas a seleção de investimentos deve ser mais cuidadosa.

As previsões para o rand são otimistas, com o mercado antecipando aumentos nas taxas de juros, que devem reforçar seu apelo. Contudo, os mercados emergentes importadores de petróleo, como a Turquia, estão sob pressão, com a inflação e os déficits tornando-se preocupações críticas. O Bank of America e o Barclays já revisaram suas posições, alertando para os riscos que essa situação impõe.

Diante deste cenário volátil, é fundamental que os investidores analisem cuidadosamente as oportunidades e desafios do carry trade. O futuro reserva tanto riscos quanto oportunidades, e a chave para o sucesso poderá ser a seletividade na escolha de investimentos. O que você acha dessa dinâmica? Compartilhe suas opiniões e estratégias nos comentários!

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