
As importações de diesel A pelo Brasil alcançaram um marco impressionante em 2025, com um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, totalizando 17,3 bilhões de litros. Esse aumento ocorre em um cenário onde a Rússia, apesar de perder participação, ainda é o principal fornecedor, enquanto os Estados Unidos emergem como um competidor forte nesse mercado. Os dados são da consultoria StoneX e refletem uma demanda interna robusta, impulsionada por resultados positivos na agricultura e na indústria.
A Competição Internacional Aquece
Em meio ao crescimento do consumo, as importações de diesel representam mais de 20% do consumo nacional. A Rússia enviou apenas 8,1 bilhões de litros ao Brasil, uma queda de 14% em relação a 2024, devido a problemas de refino gerados por conflitos em sua região. Por outro lado, as importações dos Estados Unidos dispararam para 5,7 bilhões de litros em 2025, comparados a 2,4 bilhões no ano anterior, estabelecendo um novo equilíbrio competitivo no setor.
A expectativa para 2026 é ainda mais intrigante. A StoneX projeta que o volume de diesel importado pelos EUA siga em ascensão, enquanto a Rússia poderá enfrentar dificuldades adicionais em função do conflito com a Ucrânia. Outros fornecedores, como a Índia e a Arábia Saudita, também se destacam, com importações de 1,63 bilhão e 765 milhões de litros, respectivamente.
Gasolina Também Em Alta
As importações de gasolina A subiram de forma igualmente impressionante, atingindo 3,67 bilhões de litros em 2025, um aumento de 27,6%. Este crescimento foi especialmente acentuado nos últimos dois meses do ano, quando 1,5 bilhão de litros foram internalizados, representando 41% do total anual. A diferença de preços entre a gasolina local e a internacional foi uma das razões principais para esse aumento, já que a gasolina A estrangeira tornou-se mais atrativa no mercado interno.
Com o horizonte de um aumento na mistura obrigatória de biodiesel — de 15% para 16% — previsto para março de 2026, as importações de diesel podem desacelerar, sugerindo que, apesar do otimismo, o cenário continua a ser uma balança delicada entre demanda interna e condições externas.
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