Receita federal emite alerta sobre crédito de PIS/Cofins; ações do Assaí e Grupo Mateus despencam

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A turbulência no varejo alimentar brasileiro voltou a chamar a atenção dos investidores, após a Receita Federal notificar aproximadamente 3 mil empresas sob alegações de inconsistências no uso de créditos de PIS/Cofins. Esse movimento acende um alerta sobre a sustentabilidade financeira de gigantes como Assaí e Grupo Mateus, que enxergam suas ações sofrerem quedas significativas de 8,86% e 4,96%, respectivamente.

Inconsistências Fiscais e Seus Efeitos

A Receita identificou irregularidades em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento, destacando o varejo alimentar como o segmento mais afetado. O principal problema é a criação de créditos em transações que não deveriam gerar compensação, como produtos com alíquota zero. Essa falha pode levar a consequências legais e financeiras severas, incluindo devoluções e multas.

Embora a Receita Federal não tenha proposto sanções imediatas, instigou as empresas a regularizarem suas situações até junho de 2026. O alerta é claro: a falta de conformidade pode resultar em disputas judiciais longas e desgastantes.

A Avaliação do Mercado e os Riscos Envolvidos

O JPMorgan analisa que, apesar da gravidade da situação, a exigência de mudança imediata na abordagem de créditos é improvável. Em um cenário de altas taxas de juros e incertezas econômicas, a estratégia preferida das empresas deve ser a preservação de caixa e a contenda legal antes de qualquer ação financeira. O Assaí, especificamente, pode enfrentar um impacto financeiro de até R$ 1,2 bilhão — aproximadamente 9% do seu valor de mercado.

Por outro lado, o Grupo Mateus já inclui esses créditos em suas projeções de lucro, tornando-o mais vulnerável a reavaliações negativas. Contudo, o JPMorgan acredita que as empresas conseguirão navegar por essas águas turbulentas, mantendo o tratamento atual dos créditos e assim protegendo o fluxo de caixa no curto prazo.

À medida que o setor se aproxima da transição para a CBS em 2027 — uma medida que deve simplificar a complexa tributação atual — o risco associado aos créditos de PIS/Cofins pode diminuir significativamente. Apesar disso, o episódio adiciona uma sombra sobre as expectativas do mercado, que poderá reagir com cautela nos próximos meses.

A discussão continua acirrada no setor. Você acredita que o varejo brasileiro conseguirá se adaptar a essa nova realidade tributária? Compartilhe sua opinião e participe do debate.

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