Remuneração por taxa fixa ou por comissão? Para a XP, o melhor modelo é “ter todos”

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A XP Investimentos avança em três ondas que moldaram seu caminho: primeiro, uma plataforma de investimentos que nasceu para oferecer produtos e educação financeira; depois, uma rede de distribuição com mais de 600 escritórios pelo Brasil. Hoje, a empresa afirma estar na terceira onda: a «excelência em servir», onde o cliente é o protagonista.

O lema foco no cliente se traduz na prática por mudanças em modelos de trabalho para atender melhor o investidor. Desde 2021, a XP diz ser agnóstica a modelo, oferecendo tanto remuneração por taxa fixa (fee based) quanto o modelo tradicional, baseado em comissões sobre os produtos vendidos.

No modelo fee based, a remuneração do assessor é definida por um percentual anual sobre o patrimônio. Já no modelo de commissionamento por produto ou transação, a remuneração varia conforme o produto ou a operação oferecida ao cliente.

O ideal, segundo Gustavo Pires, é ter todos os modelos, para adaptar-se ao tipo de cliente e ao funcionamento do portfólio de cada um. Hoje, cerca de 21% da custódia ocorre no modelo de “fee fixo”, implementado em 2021, demonstrando a diversidade de opções da XP.

A convivência entre modelos permite que o mesmo cliente receba atendimento de assessor e de consultor, com flexibilidade para escolher o método de remuneração conforme o portfólio. Há também acompanhamento entre escritórios para assegurar a escolha correta do modelo e evitar conflitos de interesse.

Em 10 anos, se o ritmo de crescimento permanecer, é possível ver o modelo de fee fixo representando metade da custódia em relação ao tradicional. A XP, cuja origem é B2B, evoluiu para oferecer funcionalidades para o cliente em múltiplos modelos, sinalizando uma maturação do mercado brasileiro para a taxa fixa — algo que já ocorreu há décadas nos Estados Unidos.

Essa transição marca um patamar importante: a taxa fixa, já consolidada no exterior, ganha espaço no Brasil à medida que o mercado amadurece e busca mais previsibilidade, transparência e alinhamento entre clientes e assessores.

E você, qual modelo prefere para sua relação com a corretora: taxa fixa, comissões ou uma combinação justa entre ambos? Compartilhe nos comentários qual abordagem funciona melhor para você e por quê.

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