Rota do vinho em SP projeta atrair R$ 1 bilhão e se torna potencial polo de luxo

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Vinho Brasileiro

Um movimento silencioso, porém acelerado, está redefinindo o panorama do vinho no Brasil. A região de Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo, vive uma revolução que promete atrair até R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos quatro anos, unindo produção vitivinícola, turismo de experiência e valorização imobiliária.

Impulsionada pelo enoturismo e pela proximidade com grandes centros urbanos, a área já conta com mais de 80 projetos vitivinícolas, despertando o interesse de empresários em busca de novas possibilidades fora dos eixos tradicionais.

De fazendas de café a vinícolas de prestígio

A transformação da região ocorreu ao longo de 20 anos, com um impulso significativo nas últimas duas décadas. Sérgio Batista, da AVVINE e fundador da Vinícola Merum, destaca que a técnica da dupla poda, que desloca a colheita para o inverno, foi um marco que melhorou a qualidade dos vinhos.

Em 2016, vinhos locais ganharam notoriedade em premiações internacionais, solidificando a reputação do terroir paulista. “Foi um divisor de águas que fez novos projetos emergirem”, afirma Batista.

Enoturismo cria nova economia regional

Hoje, o enoturismo não é apenas uma forma de atrair visitantes, mas sim o motor de uma nova economia. A Vinícola Merum já recebe cerca de 400 visitantes todo fim de semana, oferecendo degustações e experiências gastronômicas. Batista observa que “uma vinícola moderna é um ecossistema completo”.

Entretanto, essa demanda crescente por experiências vínicas não acompanha a infraestrutura hoteleira da cidade, que possui apenas 700 leitos, insuficiente para o aumento de visitantes. Isso abre espaço para novos negócios na área de real estate turístico.

Os investidores enxergam uma oportunidade rara nesse descompasso. “O retorno sobre investimento em hotelaria aqui é um dos mais promissores do estado”, enfatiza um empresário do setor.

Valorização imobiliária e atração de capital

O crescimento do setor reflete-se na valorização das terras, onde o preço do alqueire subiu de R$ 70 mil para R$ 800 mil. A localização estratégica da região, a cerca de duas horas de São Paulo, também a coloca em vantagem para atrair tanto turistas quanto investidores.

Batista destaca que a combinação de logística, demanda qualificada e potencial de valorização torna o momento propício para investir na região, que avança rumo à maturidade. “Estamos no início de um ciclo promissor”, conclui.

Com investimentos que elevam o padrão de construções e serviços, a paisagem da região está se transformando em um ativo de alta liquidez e prestígio. O crescimento do enoturismo também gera um impacto positivo, criando empregos em diversas áreas e promovendo um desenvolvimento sustentável.

Perspectivas: polo de luxo e padrão internacional

Nos próximos anos, a expectativa é que a região se consolide como um destino de alto padrão, comparável a renomados polos internacionais do vinho. Projeta-se um crescimento de até 30% no número de turistas até 2026, além da expansão na oferta de experiências e hospedagens.

O futuro pinta um quadro claro: transformar o interior paulista em um refúgio sofisticado, onde a apreciação de bons vinhos, natureza exuberante e oportunidades de negócios estejam a poucos passos da capital. O que você acha dessa revolução no mundo do vinho?

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