
Os recentes anúncios da rede dinamarquesa de joalherias Pandora têm agitado o mercado, e a resposta da Vivara (VIVA3) não poderia ser mais relevante. Em um cenário marcado por pressões inflacionárias dos metais preciosos, como prata e ouro, a Vivara precisa recalibrar suas estratégias para não ser superada pela competição acirrada, especialmente a que vem da América Latina.
Desafios no Ambiente de Vendas
A Pandora identificou que a redução no consumo na região é um reflexo do ambiente econômico difícil, o que levou à decisão drástica de fechar 50 operações no Brasil e na China até 2026. A revisão na sua abordagem de preços e na estratégia comercial foi uma resposta necessária a essas adversidades.
Este movimento enseja uma oportunidade de reflexão para a Vivara, que já se encontra em alerta devido à previsão de queda na margem EBIT para a faixa de 21% a 22% neste ano. Ironicamente, ao mesmo tempo, a empresa mantém sua estrutura de produção verticalizada, uma característica que historicamente lhe dá maior flexibilidade para enfrentar crises.
Inovação e Sustentabilidade
A Vivara está atenta às mudanças e decidiu diversificar suas matérias-primas. A meta de reduzir a dependência da prata de 60% para 25% até 2027 é um passo ousado, impulsionando a introdução de linhas em platina. Essa inovação é crucial, especialmente em um cenário onde a prata acumulou alta de 139% no último ano.
Além disso, o envolvimento ativo da gestão em discutir alternativas como a mudança no mix de produtos demonstra que a empresa está se preparando para um futuro economicamente desafiador. Apesar do relatório do Bradesco BBI destacar a exposição da Vivara à prata — cerca de 35% — a empresa ainda possui operações menos complexas, o que a favorece em relação a concorrentes. Enquanto isso, o BTG Pactual vê a Vivara como uma das mais sólidas histórias de varejo no Brasil, enfatizando sua capacidade de manter margens mesmo em tempos difíceis.
O cenário atual demanda atenção redobrada, e os investidores precisam estar cientes de que o futuro dos lucros está significativamente ligado à elasticidade de volume e execução de mix mais eficiente. Com uma promessa de um ROIC de 30% e sem necessidade de correções estratégicas, a Vivara se posiciona como uma escolha atraente no universo do varejo.
E você, o que pensa sobre os desafios e chances que a Vivara enfrenta no cenário atual? Compartilhe sua opinião e vamos discutir!