Neste domingo, os peruanos vão às urnas em um pleito histórico: pela primeira vez em 30 anos, um novo Senado será formado. Com 27 milhões de eleitores, a disputa é acirrada e repleta de incertezas.
A candidata de direita, Keiko Fujimori, lidera as pesquisas, mas a margem é estreita. Acompanhando-a estão Rafael López, Ricardo Belmont e o ex-comediante Carlos Álvarez. Nenhum candidato, porém, ultrapassa os 15% das intenções de voto, o que torna praticamente certa uma segunda rodada em 7 de junho. A comerciante Marlene Jimenez exemplifica a confusão: “Olhei a cédula e me deu dor de cabeça”, diz ela, ilustrações do dilema de muitos eleitores.
Com 35 candidatos na disputa, 13% dos votantes permanecem indecisos, criando espaço para até mesmo os menos conhecidos, que acumulam apenas 5% das intenções. A disputa está longe de ser clara.
Corrupção em Debate
O combate à corrupção é um dos temas predominantes nas campanhas. O Peru viu quatro ex-presidentes serem encarcerados por diversos delitos. A sombra de Alberto Fujimori ainda paira, lembrando os traumas de seu governo. A corrupção não é apenas um assunto isolado; é um grito por mudança que ecoa entre a população.
É uma herança pesada que traz desgaste à viabilidade política e à confiança da população nas instituições. A busca por um líder com credibilidade é mais importante do que nunca.
Criminalidade em Alta
Entretanto, a criminalidade tornou-se uma preocupação ainda mais premente para os eleitores. Em um cenário em que homicídios e extorsões se encontram em ascensão, a segurança pública ocupa o first place nas prioridades do eleitorado. “O setor de transporte é um dos mais afetados”, afirma a professora Paula Muñoz.
Os dados são alarmantes: o aumento de 20% em casos de extorsão no último ano e recordes em taxas de homicídio têm gerado apoio por políticas populistas e mais drásticas, similares às implementadas por líderes como Nayib Bukele, de El Salvador.
As propostas vão desde o envio de tropas para áreas violentas até a reintrodução da pena de morte, refletindo o desespero de uma população cansada da insegurança.
Essa instabilidade política, que já dura quase uma década, pode ser redefinida com estas eleições. Ou a passada de página será evitada, mantendo o Peru aprisionado em um ciclo vicioso. Fernando Tuesta, analista político, levanta a questão: as eleições trarão a ruptura necessária?
O futuro do Peru depende de sua escolha. Quais candidatos estão prontos para enfrentar os gigantes da corrupção e da violência? Deixe sua opinião nos comentários.