Embaixador dos EUA na ONU confirma ataque do Irã a navio chinês em Ormuz

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Segundo o jornal Caixin, esta é a primeira vez que um navio da China é atingido por disparos iranianos desde o início do conflito

Foto por GIUSEPPE CACACE / AFP

Navios no Estreito de Ormuz

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, publicou em suas redes sociais, na noite desta quinta-feira (7), que um navio-tanque de produtos refinados de propriedade chinesa foi atingido pelo Irã na segunda-feira (4) no Estreito de Ormuz.

A informação do ataque foi divulgada pelo veículo de comunicação chinês Caixin. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que um navio chinês é atingido por disparos iranianos desde o início do conflito. A embarcação, que ostentava a inscrição “proprietário e tripulação chineses”, foi mesmo assim alvejada.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump, lançou um plano dos EUA para ajudar embarcações encalhadas e suspendeu um dia depois.

O tráfego por meio do estreito vital, por onde passam 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás, está praticamente paralisado desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro.

Confirmed. Chinese owned ship struck by Iran 🇮🇷 in the Strait of Hormuz. With friends like these… https://t.co/qIuBrU9EPl

— Ambassador Mike Waltz (@michaelgwaltz) May 7, 2026

Estreito de Ormuz O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Entender a geografia e o xadrez político dessa rota é essencial para explicar por que um possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar um colapso na economia global.

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