Advogado da Farra do INSS recomendou aportes de municípios no Master

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No epicentro de um escândalo que envolve corrupção e manipulação de investimentos, o advogado Cecílio Galvão emerge como uma figura-chave. Ele recebeu R$ 4 milhões de entidades que estão sob investigação da Polícia Federal, no contexto de um esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O nome de Galvão também se liga à Crédito e Mercado, uma consultoria prestadora de serviços para institutos de previdência em cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Essa empresa recomendou que municípios aplicassem recursos no Banco Master, cujo proprietário, Daniel Vorcaro, foi preso pela PF por um esquema de emissão de créditos falsos.

Em sua defesa, a Crédito e Mercado afirmou que atuava de forma consultiva, garantindo que as aplicações feitas no Banco Master eram regulares à época. Contudo, a realidade parece mais complexa. O Metrópoles revelou que Galvão assinou 23 contratos com institutos de previdência, incluindo cidades alertadas pelo Ministério Público de Contas sobre os “riscos reputacionais” do Banco Master. Mesmo assim, os municípios optaram por realizar investimentos expressivos nas fraudes financeiras.

Além da consultoria financeira, a Crédito e Mercado também se dedica à educação, promovendo workshops e palestras sobre o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Em 2023, para comemorar dois décadas de atuação, a empresa convidou Eric Fidélis para um workshop sobre compensação previdenciária, um assunto que ele domina.

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Cecílio Galvão, um experiente advogado e lobista.

Calamia, CEO da Crédito e Mercado, mencionou que Eric é um dos poucos especialistas no país sobre o tema, o que justifica seu convite. Mas a transição de uma consultoria regular para a oferta de serviços de consultoria sobre compensação previdenciária pôs em xeque a ética do negócio, sendo mais uma camada a adicionar à complexa relação entre investimentos e poder.

Análises do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que Eric Fidélis movimentou milhões provenientes de associações investigadas pela PF no mesmo ano em que ministrou sua palestra. Essa relação incita questões inquietantes sobre a conivência entre as entidades e as fraudes.


Quem é Eric Fidélis?

  • Eric Fidélis é filho de André Fidelis, ex-diretor de benefícios do INSS, que firmou acordos com as associações investigadas.
  • Entre 2023 e 2024, Eric movimentou R$ 10 milhões de entidades sob investigação.
  • A PF apontou que suas contas eram usadas para intermediar propinas oriundas das fraudes.
  • Em um dia tenso, no qual ele compareceu à CPMI do INSS, seu pai foi detido.

O que diz a Crédito e Mercado?

A Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda. enfatiza que não mantém qualquer vínculo com o Banco Master, afirmando que sua atuação se resume a análise técnica, sem influência nas decisões de investimento dos RPPS.

A tomada de decisão sobre aplicações financeiras é de responsabilidade exclusiva dos órgãos deliberativos de cada RPPS, que devem seguir as diretrizes da Secretaria de Previdência (SPREV).

No momento das aplicações, o Banco Master tinha autorização do Banco Central e classificações adequadas, conforme normativas vigentes.


O que diz Cecílio Galvão?

Galvão se defendeu, afirmando que seu papel era apenas assessoria jurídica. Ele corroborou que Eric participou de um evento para discutir compensação previdenciária e ressaltou que a Crédito e Mercado não recomenda investimentos, limitando-se à análise técnica.

Esse intricado quadro levanta muitas questões sobre a ética nos relacionamentos entre consultores, autoridades e entidades de previdência. O que você pensa sobre esse escândalo? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!

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