Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) denunciaram problemas graves na qualidade da comida servida no Restaurante Universitário (RU) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na zona leste de São Paulo. As queixas incluem desde a presença de carunchos, pequenos insetos semelhantes a besouros que costumam infestar grãos armazenados, no feijão, até relatos de comida estragada e episódios de intoxicação alimentar.
Ao Metrópoles, o Centro Acadêmico do curso de Gestão de Políticas Públicas relatou que os problemas teriam se intensificado desde o início do ano. Entre as principais reclamações, estão a redução de opções no cardápio, a queda na qualidade das refeições e a falta recorrente de alternativas, como pratos vegetarianos.

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Denúncias sobre a qualidade da comida servida já atingem pelo menos dois bandejões da USP, com registros na EACH e na Faculdade de Direito
Imagem cedida ao Metrópoles
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Denúncias sobre a qualidade da comida servida já atingem pelo menos dois bandejões da USP, com registros na EACH e na Faculdade de Direito
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Nos últimos messes, os relatos se agravaram. Estudantes afirmam ter encontrado insetos em alimentos servidos, como frango, além de sobremesas com sinais de mofo. Um dos casos envolve uma aluna que teria apresentado quadro de intoxicação alimentar após consumir a refeição no local.
Um episódio recente chamou ainda mais atenção: a suspensão do feijão no almoço após a identificação de contaminação por carunchos. Segundo os estudantes, a informação foi confirmada internamente, mas o aviso exibido no bandejão mencionava apenas “problemas técnicos”, sem detalhar o motivo. Para o centro acadêmico, a comunicação foi genérica e omitiu a gravidade da situação.
O Metrópoles entrou em contato com a Básica Refeições, responsável pela comida servida no bandejão da Universidade de São Paulo, mas, até a publicação desta reportagem, não houve manifestação. O espaço segue aberto.
Denúncias também atingem Faculdade de Direito
Problemas semelhantes também foram registrados em outra unidade da Universidade de São Paulo. No bandejão da Faculdade de Direito, estudantes relatam a presença de insetos e até larvas nos alimentos, além do desabastecimento de itens como carne, o que tem provocado longas filas de espera. As queixas foram encaminhadas ao Centro Acadêmico XI de Agosto, que vem reunindo denúncias sobre a qualidade do serviço.
Segundo os estudantes, o fato de a mesma empresa atender diferentes unidades reforça a preocupação com possíveis falhas estruturais no controle de qualidade e no armazenamento dos alimentos. Já a direção da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) informou que o restaurante funciona atualmente por meio de um contrato emergencial, enquanto um novo processo licitatório está em andamento, com previsão de troca da empresa responsável nos próximos meses.

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Frango na cor verde foi denunciado por estudante ao Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os alunos da Faculdade de Direito da USP
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Larva no meio do arroz servido para estudante
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Inseto morto encontrado em comida do restaurante universitário
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Insetos e larvas foram encontrados pelos alunos
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Em protesto por melhorias, estudantes entraram no restaurante sem pagar
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Alunos fizeram protesto no dia 16 de março e criticaram terceirização do serviço. Comida vem pronta de empresa terceirizada
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Estudantes fizeram reunião com diretoria da Faculdade e com a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento para reivindicar solução para o problema
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Paralisação de estudantes da USP
Como forma de apoio e em protesto por melhores condições de permanência estudantil, os estudantes da USP também paralisaram suas atividades nesta terça-feira (14/4). No total, 105 cursos ofertados nos campi do Butantã, da zona leste, do Largo do São Francisco, no Quadrilátero da Saúde, no centro, além dos campi do interior aderiram à paralisação.
Dentre as principais reivindicações, segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme, estão melhores condições dos bandejões e fim da privatização, o fim da ameaça da reitoria aos espaços estudantis, aumento do auxílio estudantil para um salário mínimo paulista e a isonomia entre docentes e funcionários.
Como garantia do protesto, entre a noite dessa segunda (13/4) e a manhã desta quarta (14/4), os estudantes pretendem fazer um “piquete” nos prédios dos institutos, uma técnica de empilhar mesas, cadeiras e outros objetos para impedir a entrada nas salas de aula.
Em nota publicada em suas redes sociais, a USP informou que “não pretende retirar nem restringir a atuação das entidades estudantis, tampouco negar o uso dos espaços historicamente ocupados por elas”. A universidade diz que reconhece a importância da mobilização dos alunos, e vai “assegurar a continuidade de suas atividades”.













