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A recente participação de Neymar Jr. em uma maratona de pôquer online e as reações que se seguiram levantaram um questionamento crucial: quando o jogo deixa de ser lazer e se torna uma ameaça à saúde mental? Apesar de o pôquer ser um jogo estratégico, especialistas alertam que a busca por recompensas pode transformar o passatempo em um comportamento compulsivo.
A psiquiatra Jessica Martani destaca que jogos de azar ativam o sistema de recompensa cerebral, levando os jogadores a buscar repetidas experiências prazerosas. Esta dinâmica é semelhante à observada em outras dependências. As consequências para a saúde mental são profundas: ansiedade, dificuldades de concentração, alterações de humor e até depressão podem surgir quando o jogo se torna um refugio emocional.
Perigos do Jogo Compulsivo
A psicóloga Anastácia Brum Barbosa reforça que o pôquer pode evoluir para um controle difícil de gerenciar. “Mesmo em momentos de perda, a expectativa de vitória pode iludir o jogador, gerando padrões repetitivos que afetam sua vida cotidiana,” alerta. Os danos podem se estender a relações interpessoais e ao ambiente de trabalho, criando um ciclo vicioso de culpa e persistência em jogar.
“Os sinais de alerta são graduais. O jogador começa a dedicar mais tempo , mente e recursos financeiros ao pôquer, além de mentir sobre seu compromisso com o jogo,” complementa Brum. Quando o jogo afeta aspectos importantes da vida, como relações e saúde emocional, a situação demanda atenção imediata.
Rumo à Recuperação
A psiquiatra Jessica Martani afirma que a recuperação deve ser iniciada de forma acolhedora. “É fundamental que o indivíduo se sinta seguro e compreendido para que possa aceitar a necessidade de ajuda.” As abordagens exigem empatia, e procurar apoio profissional é essencial para tratar tanto o comportamento quanto as emoções subjacentes que ele busca amenizar.
Embora o pôquer possa ser uma forma divertida de entretenimento, o limite entre prazer e dependência está mais perto do que muitos imaginam. Ao notar uma frequência crescente de jogadas ou dificuldades em interromper o jogo, é hora de refletir e, se necessário, buscar ajuda. Não ignore os sinais; converse, compartilhe e busque apoio.